Werewolf W20

Sessão 08 21/05/2014 Guilherme (mestre)/Aristides/Eduardo

Enquanto Kevin e Peter estavam no furgão com a vampira Marla, ela lhes explicou que uma das facções mais poderosas da sociedade dos vampiros, o Sabbat, estava caçando a todos que a ela não pertenciam. Os outros vampiros que conviviam com ela em seu apartamento já haviam sido destruídos e ela era a próxima da lista. Kevin gravou essa conversa em seu celular para ter mais informações sobre os vampiros. Um ghoul dela dirigia o furgão e os levou para a região do Marco Zero de NY por ser uma área muito movimentada e na qual pouco risco vocês correriam.

Quando desceram do carro, andando pela região logo perceberam que ela estava anormalmente vazia para seus padrões usuais. Pouco depois foram alvejados por balas que não sabiam de onde vinham, até que perceberam que alguns dos tiros partiram de uma pequena construção que servia como uma espécie de base operacional para algumas das obras do Marco Zero. Com algumas artimanhas Peter e Kevin tiraram os atiradores lá de dentro e partiram para o combate corpo-a-corpo. Eram 4 vampiros extremamente fortes e rápidos, que lhes atacaram com armas de fogo. 3 deles foram destruídos enquanto um deles fugiu. Eles não perceberam, mas durante o combate, Marla foi alvejada pelos atiradores e morta.

Pouco tempo depois, enquanto Kevin e Peter finalizavam com os vampiros, 4 enormes hellhounds apareceram e atacaram-nos. Eles, na verdade, eram ghouls dos vampiros. Embora fossem adversários rápidos e fortes, não foram páreo para Garous treinados. Durante o combate com os cães, percebeu-se fortes barulhos semelhantes a explosões, que logo depois revelaram-se tratar-se de passos de uma gigante e disforme criatura de mais ou menos 20 metros de altura, composta por vários braços, pernas, bocas e pedaços de gente amalgamados em uma criatura disforme. Novamente tratava-se de uma criatura sobrenatural chamada vohzd, formada pela fusão de pelo menos 100 ghouls. Peter e Kevin atraíram-na para um beco, onde ela ficou entalada, e posteriormente Peter manobrou um carro e atirou-o contra a criatura. Kevin aproveitou-se da manobra do Peter e atirou no tanque de combustível do carro e explodiu-o, mas sem conseguir impingir um dano maior. Depois disso, Peter e Kevin tentaram derrubar um guindaste sobre a criatura, conseguindo mas às custas de um gigantesco sacrifício por parte do Kevin.

Enquanto o combate com o vohzd se desenrolava, notou-se que vários homens observavam tudo de longe, do alto de prédios e gruas. No chão vocês notaram que o vampiro que fugira agora encontrava-se acompanhado de pelo menos duas dezenas de outros vampiros, um dos quais parecia ser aquela pessoa encapuzada que vocês viram conversando com Jerrick no interior do World of Darkness, no zoológico do Bronx. Percebendo o risco da situação, Kevin e Peter migraram para a Umbra, onde logo encontraram os Leech Curbstompers, que chegaram para ajudá-los, ainda que tardiamente. Krazinski sugeriu que todos retornassem ao caern para recobrarem suas forças e recrutar mais gente para um ataque em um segundo momento, uma vez que acreditava que o convil dos vampiros deveria ficar em túneis de metrô desativados nas imediações do Marco Zero.

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Sessão 07 15/05/2014 - Guilherme (mestre)/Aristides/Eduardo

Com a determinação do Simon Gentle de que vocês deveriam dar a máxima atenção ao assunto do Jerrick, seu mestre vampiro e do Skinner, o assassino que estava escalpelando lobisomens, vocês foram atrás dos membros da matilha Leech Curbstompers. Vocês os conheciam brevemente das moots, mas não chegaram a ter uma interação maior com eles até então.

Todos são Shadow Lords e têm como alfa Kurt “Leechbane” Krazinski, um Ahroun de rank 3, que emigrou para os EUA após a guerra do Kosovo, tendo feito um nome para si próprio pela caçada a vampiros no leste europeu e, mais recentemente, em Nova York. Ele é possuidor de um Sun Whip, um lendário fetiche que foi concebido para atacar vampiros. Completam a matilha a Theurge de rank 2 Maria Kliminski, irmã mais nova de Ana Kliminski, e Lorde Rolf Krajzceck, um Ragabash rank 2, conhecido por ser jogador de pôquer que percorre o circuito ilegal da cidade e utiliza os dons sobrenaturais dos lobisomens para se dar bem no jogo. Vocês pegam o telefone do Krajzceck com o Simon, ligam e vão até a casa dele, onde são recebidos pela matilha e Ana Kliminski. A recepção de vocês é cordial, mas fria. Krazinski os saúda com a frase: “Então, o que os garotos do Simon querem conosco?”

Conversando com Krazinski, vocês percebem que eles não tem muitas informações a respeito do que pode estar acontecendo ou sobre esse suposto vampiro, mas imaginam se tratar de um vampiro poderoso e antigo. De qualquer maneira acham que o ideal seria que vocês fossem a um dos hunting grounds dos vampiros para tentar encontrar algum e, assim, extrair alguma informação. Vocês compram a sugestão dele de que Peter deveria ser a isca nessa situação, pois por seu tamanho avantajado constitui uma presa interessante para os sanguessugas.

Vocês todos vão a uma boate e logo descobrem uma bela vampira espreitando o local. Peter se insinua a ela e consegue sua atenção. Ela o convida para irem a um lugar mais agradável fora da boate e o leva. Nesse momento Krazinski, já dentro da boate, os segue a distância, enquanto Kevin tentava hackear o sistema de segurança do local. Na porta da boate havia um carro esperando pela mulher e Peter. Pouco depois dos dois terem saído no carro, Krajzceck chega num outro carro e recolhe Kevin e Krazinski. Vocês rasteiam o carro através do GPS do celular de Peter e seguem-no até um arranha-céus onde uma festa ocorre na cobertura. A mulher e Peter saem do carro e logo entram no prédio e pegam um elevador para irem à cobertura. Durante todo o tempo, Peter e ela permanecem conversando fiado.

O carro dirigido por Krajzceck chega pouco depois e Kevin nota o destino de Peter. Argumenta com os Shadow Lords que o ideal seria que seguissem-no, mas eles acham arriscado demais pelo temor de exporem o véu dentro daquele contexto. Insatisfeito, Kevin utiliza seus dons para manipular dispositivos eletrônicos e consegue ligar para a portaria passando-se como o responsável pela festa autorizando sua própria entrada.

Na cobertura, uma vez mais Peter fica jogando conversa fora com a mulher, que acaba ficando presa em conversas com outras pessoas, dando um breve intervalo para que Peter entre em contato com Kevin via celular, embora pouco consigam conversar. Peter ativa seu dom Scent of the True Form e nota outros três vampiros circulando pela cobertura nas proximidades da mulher, que apresentou-se como Marla. Logo Kevin chega, sem muito estardalhaço, e se mistura aos demais convivas.

Por fim a festa começa a minguar, as pessoas se vão uma a uma, restando na cobertura apenas vocês e os vampiros. Marla os chama para conversar de uma forma excepcionalmente franca, dizendo saber o que vocês são e sabendo que vocês também sabem que tipo de criaturas eles são. Indagando-a a respeito do possível senhor do Jerrick, vocês percebem que eles não tem muitas informações, mas que acreditam se tratar de um vampiro de admiráveis poderes para ter sido capaz de escravizar um lobisomem. Peter costura um acordo de cooperação mútua, pois percebe que os vampiros podem ser úteis fornecendo informações que vocês precisam e que vocês podem ajudá-los a eliminar inimigos deles que sejam também inimigos de vocês. Kevin, nesse momento, menciona informações sobre a matilha de Shadow Lords que ajudara até ali. Tendo sido feito o trato, Marla pede a Peter que a procure em 1 semana na boate onde se encontraram.

Saindo do prédio, vocês notam que Maria Kliminski mostrava algo para Krazinski no celular. Ao vê-los, Krazinski vem em direção de vocês e agride o Kevin com um soco e vociferando palavrões e ofensas: “você tem idéia de quantos preceitos da Litania você colocou em risco?” Os Shadow Lords entram no carro e saem. Pouco tempo depois, Krajzceck ligar para o celular do Peter e pede várias desculpas, convidando-os a ir para a casa dele novamente. Lá chegando, os Shadow Lords estavam reunidos com a Ana Kliminski assistido um vídeo em que o Kevin falava a respeito da matilha deles para os vampiros. Então vocês entenderam que Maria Kliminski, da Umbra, havia filmado a conversa de vocês com os vampiros. Krazinski e Ana Kliminski estão furiosos, mas Krajzceck adota um tom mais conciliador, entendendo que vocês perceberam o tamanho do problema em que se meteram e que aquilo era uma vantagem a favor dos Shadow Lords, visto que vocês fariam qualquer coisa para evitar que isso vazasse para o restante da seita pelo temor de uma severa punição. Novamente Peter costura um novo acordo de cooperação com eles e vocês ficam em uma posição desfavorável, devendo-lhes um favor para que aquele fato seja esquecido.

Saindo da casa do Krajzceck, vocês são seguidos por um furgão. Kevin causa um problema mecânico no carro com o dom Control Simple Machines e vocês se esgueiram até o fundo do carro, abrindo sua porta traseira. Neste momento dão de cara com a Marla novamente, mas dessa vez notam-na toda escoriada e machucada, como se tivesse se envolvido em uma briga. Ela lhes diz: “Entrem pois estamos sendo caçados e vamos precisar de força bruta”. Indagada pelo Kevin a respeito do que está acontecendo, ela apenas lhe diz que isso provavelmente tem relação com o acordo que vocês haviam feito com os vampiros.

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Interlúdio - Kevin 3

Rastreando o dinheiro, você descobre que a Black Dog é uma empresa que usa um artifício contábil muito comum entre grandes corporações. São três pessoas jurídicas interligadas: uma que tem o pessoal (gerencia o corpo de funcionários), uma tem o patrimônio material (gerencia as propriedades da empresa) e uma terceira que é responsável pelo manejo do fluxo de caixa (entrada e saída de dinheiro). Todos os contratos da empresa são intermediados pelas três pessoas jurídicas, todas sob a égide da Black Dog. A grande vantagem disso é que não é possível saber o que cada uma tem e, em caso de ações judiciais, a grande maioria delas cairá sobre a primeira, que não tem nenhum patrimônio registrado em seu nome. A grana oriunda desses contratos fica sempre na terceira pessoa jurídica da Black Dog, sendo redirecionada para as outras duas para pagamento de pessoal e manutenção/renovação do patrimônio. Nada é ilícito e todas as contas parecem fechar sempre, não desaparecendo grana em ponto nenhum do circuito.

Entre os contratos de maior volume financeiro há alguns com o governo americano (departamento de defesa), que visam serviços variados de segurança para pessoas, instituições e patrimônio, e o já infame contrato com a prefeitura de NY. Reitero que os valores que são movimentados batem, tudo parece ser muito lícito.
Com relação às contas pessoais ligadas à empresa, você tem apenas as contas dos funcionários ligados à segunda pessoa jurídicada da Black Dog. Os maiores montantes são pagos aos diretores e funcionários de alto escalão. Eles utilizam uma política de baixos salários e bônus por resultados em valores muito elevados, de modo que os funcionários todos recebem muito mais por sua produtividade do que pelo trabalho em si.

Como disse aí em cima, toda a operação da Black Dog é muito limpa, sem subterfúgios, não há impressão de que suma grana ou apareça grana. Não há atividades ilegais sendo praticadas às claras. Se algo ilícito está sendo feito, não fica evidente pela análise desses números.

Quando buscando informações a respeito do local de pesquisa onde os presidiários poderiam ser corrompidos, você descobre que os presidiários que participam do programa de reabilitação e reinserção são todos treinados na unidade central da Black Dog, no Pureland Industrial Complex, em Nova Jérsei, que é um complexo pertencente à Pentex. Trata-se de um gigantesco complexo, com dormitórios, restaurantes, campos de treinamento e tudo mais que for necessário para o treinamento de novos guardas. A região é repleta de outras subsidiárias da Pentex com as mais diversas finalidades, desde a produção de pregos até cosméticos. Aparentemente, o complexo tem uma certificação de sustentabilidade, inclusive com preservação de flora e fauna nativas, além de replantio de árvores, além de reciclagem de lixo e tratamento de resíduos industriais. Não há histórico de compras e vendas de produtos químicos que você julgue serem suspeitos.

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Interlúdio - Kevin 2

Kevin consegue hackear os computadores da Black Dog Inc, tendo acesso a várias notas e contratos, mas nada que pareça ilícito ou suspeito a uma primeira olhada. Chama atenção o valor dos contratos, sempre estratosféricos. As doações de campanha que foram feitas para o atual prefeito também foram declaradas e são de montantes altíssimos. Os vínculos da Black Dog com a própria Pentex e suas subsidiárias é nítido, havendo vários contratos celebrados entre elas. Praticamente todas os parques industriais, laboratórios e fábricas ligados à Pentex são protegidos pela Black Dog.

Algo que é muito comum na cultura dessas grandes corporações é que as decisões mais importantes, sobretudo aquelas referentes aos rumos da empresa, não são registradas jamais. Ou seja, não se troca emails, não há memorandos, não há convites para reuniões, não há correspondências, isto é, nada que possa ser guardado para o futuro. Há um velho ditado que diz que um homem é livre apenas em seus pensamentos, mas servo de suas palavras e escravo de seus atos. Fazendo as coisas dessa forma, os empresários asseguram que a verdade seja sempre a que lhes convier.

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Interlúdio - Peter 3

Dando sequência à sua pesquisa sobre a Black Dog Inc…

Além das informações abaixo, você conseguiu através de um conhecido na NYU que estagia na Defensoria Pública, acesso ao processo licitatório da segurança urbana realizado pela gestão do prefeito T. F. McNeil. Mesmo sem um conhecimento muito amplo de direito nesta área você pode perceber uma série de irregularidades nas especificações do contrato, tornando-o irregular sob vários aspectos. Este mesmo conhecido lhe disse que os Defensores Públicos e o Tribunal de Contas chegaram a tentar esboçar algum tipo de manifestação contrária à licitação e a forma como ela vinha sendo conduzida, mas o juiz responsável julgou que o caso não devia ser levado adiante.

O principal problema com a Black Dog era sua ligação com o prefeito T. F. McNeil. Ela foi uma das principais donatária de campanha dele…

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Wikipedia - Black Dog Inc.

Black Dog Inc. é uma empresa norte-americana que tem o objetivo de fornecer serviços de segurança patrimonial e pessoal. Os produtos mais conhecidos da empresa incluem a linha de serviços de proteção individual, proteção de edifícios e casas, além de, nos últimos meses, a linha de segurança urbana, tendo assumido a segurança privada de Nova York após o Ato de 1º de Abril, no qual o prefeito T.F. McNeil, em virtude da crise financeira do município, privatizou boa parte dos serviços públicos essenciais. A luz de tais acontecimentos, o valor de mercado da Black Dog Inc. aumentou vertiginosamente. Em abril de 2012, o valor da ação BLDI na NASDAQ era de US$ 48,23, passando para US$ 372,11 em 2 de abril de 2014, tornando-se empresa de maior valorização na história da NASDAQ e a mais valiosa empresa de segurança do mundo.

Fundada em 20 de abril de 1979, por Alfred Turchick, a Black Dog Inc. possui como mote “Ninguém passa por nós”. Alfred Turchick era um militar israelense aposentado e decidiu treinar indivíduos para a segurança pessoal e patrimonial com os preceitos da força de elite do exército israelense, fazendo uso de força extrema para o combate à violência. Turchick faleceu em decorrência das complicações de um câncer de pulmão em 1981, deixando o controle da empresa nas mãos de um comitê gestor liderado pelo CEO Adam Clayton. Durante a gestão de Clayton, que persiste até os dias de hoje, a Black Dog Inc. deixou de ser uma empresa familiar e tornou-se um grande conglomerado empresarial com diversos serviços na área de segurança.

A Black Dog Inc. foi duramente criticada durante os anos 80 pelo uso abusivo da força em diversos protestos da juventude americana, mas sempre foi considerada inocente nos processos gerados por estas ações. Em 1987, a Black Dog Inc. ganhou os noticiários pelo fato de diversos de seus funcionários terem sido acusados de crimes bárbaros (ex.: tortura, assassinatos, tráfico de pessoas e órgãos, e drogas). O notório Kirk Hemmet, um dos primeiros funcionários da empresa, foi a julgamento e considerado culpado pela morte de 19 pessoas, das quais 6 crianças, tendo sido executado em 30 de março de 1992, em Nevada, Arizona. Diversas outras denúncias foram realizadas nos anos seguintes, porém nada ficou comprovado. Em 1990, com a eclosão da Guerra do Golfo, a Black Dog Inc. foi contratada pelo exército americano para auxiliar nas missões consideradas de alto risco, empregando para isto seus profissionais altamente treinados. O sucesso das mesmas foi tão grande que, em 1992, o CEO Adam Clayton foi agraciado com a Medalha de Honra do Congresso pelos serviços prestados à Nação.

Durante os anos 90, a Black Dog Inc. assumiu a liderança de mercado em sua área, tornando-se a principal referência internacional. A partir de 1994, a Black Dog Inc. passou a especializar-se em segurança de parques industriais, estabelecendo uma proveitosa parceria com a multinacional Pentex. Durante os protestos contra os acidentes ambientais relacionadas às subsidiárias da Pentex, a Black Dog Inc. novamente foi critidada por ativistas ambientais e defensores dos direitos humanos pela violência. 52 ações foram ajuizadas contra a empresa, sendo a mesma derrotada em apenas duas delas, que resultaram em indenizações milionárias à Reserva Cherokee do Novo México e à tribo Uhata, do Texas.

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Interlúdio - Cauda Cinzenta

Cauda Cinzenta pegou uma moon bridge para o Purest Resolve Monastery, no oeste da China, onde estava ocorrendo um great moot dos Stargazers. Lá chegando, o que mais lhe chamou a atenção era o número de pessoas, menos de 50 Stargazers estavam presentes. Indagando a respeito disto, você descobriu que esses foram aqueles que conseguiram comparecer. Muitos, descontentes com a decisão do Conselho de Anciãos da tribo, permaneceram com suas matilhas e suas seitas, não se importando com os problemas da tribo. Um grande número de irmãos seus faleceu durante a queda do Mosteiro de Shigalu, de modo que não são muitos os ausentes, de qualquer forma.

Após os rituais iniciais de abertura da moot, Antonine Teardrop, um dos líderes da tribo, convidou a todos para meditar. Assim permaneceram por sete dias e sete noites, sem água ou comida, procurando combater a Wyrm da forma como os Stargazers melhor sabiam fazer. Durante este período você permaneceu meditando com os demais membros de sua tribo, mal se dando conta do passar das horas e dos dias, não teve fome e não teve sede. Várias imagens percorreram sua mente, cenas de eventos passados, presentes e futuros, como se algo quisesse lhe dizer algo. Ao despertar do transe, com lágrimas nos olhos, você percebeu que outros Garou encontravam-se também abalados com o que haviam presenciado. Você não foi o único a ver o que viu.

Após este longo período, Teardrop tomou a palavra, em tom solene, e disse:

“Irmãos, o Apocalipse está sobre nós e há pouco que possamos fazer. As forças da Wyld estão sendo consumidas pelas forças da Wyrm e da Weaver. A Weaver enlouqueceu e perdeu sua força controladora e agora tenta cristalizar tudo e tudo envolver em sua teia. A Wyld, enfraquecida, não consegue se opor a ela, permitindo que a Wyrm avance além dos limites. É a batalha entre a loucura em sua forma mais pura e a lógica calcificada. Talvez estejamos em um momento chave na história desta nossa existência, quando a Wyrm deverá trazer este mundo corrupto a um fim, iniciando-se assim um novo kalpa, um novo mundo de pureza. A Wyrm é a Grande Destruidora, devorando não apenas carne, mas idéias. Em tempos de equilíbrio, sua fome insana transforma a energia estagnada no rico substrato que dá origem a novas formas de vida e idéias. Neste mundo desequilibrado, que é a única forma de existência que conhecemos, a Wyrm deseja alimentar-se desesperadamente, mas lhe é negado o banquete. Antigas formas permanecem intactas, degenerando o universo. Os soldados da Wyrm devoram coisas, porém pervertem o ato. São horrores parindo horrores. A vitória da Wyrm, no entanto, não serve a nenhum propósito maior a não ser a seu próprio, levando este mundo corrupto a um abismo sem fim do qual nada poderá surgir. A única forma que enxergamos para resolver este impasse é o combate à Wyrm, mas não como fizemos nestes últimos milênios, durante os quais estivemos ao lado de nossos irmãos Garou. Precisamos voltar nossos esforços à destruição da Wyrm dentro de nós.”

Após a fala de Teardrop, muitos de seus irmãos se levantam, pedem licença e deixam seus mons, fetiches e tudo mais que poderia lhes ligar aos Stargazers num claro sinal de que estavam deixando sua tribo. Alguns faziam-no com clara revolta, outros com lágrimas nos olhos, mas todos de forma resoluta, sem dúvidas. Uma vez que estes deixaram a assembléia, Teardrop novamente conduziu a todos a um novo período de meditação. Durante ele todos puderam rever a profecia da Fênix e nunca seus sinais e seus dizeres pareceram ser tão verdadeiros.

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Sessão 06 07/05/2014 - Guilherme (mestre)/Aristides/Eduardo

Após vocês terem trazido para a região do caern o Jerrick, o Black Spiral Dancer que vocês haviam capturado, vocês tiveram alguma dificuldade em conseguir interrogá-lo imediatamente, pois o Simon Gentle lhes disse que isto deveria ser feito durante a assembléia que seria realizada no dia seguinte. No tempo que tiveram livre, vocês conseguiram perceber algumas coisas:

1) Poucas pessoas fora do círculo dos Garou de alto rank sabe do que de fato ocorreu com a Mãe Larissa, fato este que vem sendo mantido abafado por temor de que a seita, já enfraquecida pela ausência do conselho de Anciãos como um todo, seja abalada por mais essa notícia.

2) Simon Gentle está aproveitando-se desta situação para elevar seu nome como potencial líder da seita. Ana Kliminski, a Warder, não goza do bom trânsito que ele tem junto à tribo dominante, os Bone Gnawers, e tem voltado muito de sua atenção ao combate da Wyrm, de modo que Simon tem usado todo o espaço possível para assumir uma posição de liderança e destaque. Ele tem se escorado muito em vocês, reforçado o fato de que o sucesso na captura do inimigo também se deveu ao auxílio e à orientação dele.

3) Kevin procurou várias informações a respeito do Jerrick na web, mas nenhuma informação existia, ele parecia nunca ter existido. Peter procurou informações a respeito dos Black Dogs, a empresa que hoje é responsável pelo policiamento da cidade, e não encontrou muitas informações relevantes. Trata-se de uma empresa de segurança patrimonial com vários serviços (ex.: segurança domiciliar, eventos, pessoal), que venceu uma licitação para a prestação de serviço para a cidade de Nova York. Eles possuem um centro de treinamento dos profissionais a ela associados na região de Nova Jérsei, onde os seguranças são educados no modus operandi da empresa. Vários comentários nas redes sociais mostram que a população está bastante dividida. Entre os mais ricos, que pagam pelo serviço, algum grau de satisfação com o serviço prestado e concordância com a agressiva política de tolerância zero. Por outro lado, entre os mais desfavorecidos e os defensores dos direitos humanos, várias queixas a respeito da brutalidade dos ataques policiais, nos muitas vezes os tiros antecedem a apuração dos fatos.

Na noite seguinte, na representação do Turtle Pond da Umbra, é realizada a moot. Dharma Bum entoa o uivo de abertura, sendo acompanhado no uivo por boa parte dos presentes. Em seguida, o Caller of the Wyld Hundo Chunder conjurou o Grande Rato Branco, que manifestou-se sob a forma de pequenos ratos brancos que apareceram para comer uma oferenda feita por ele: queijo.

No momento do Cracking the Bone, nota-se um desconforto entre Ana Kliminski e Simon Gentle. Ana, a Warder, seria a Garou de posto mais alto, porém Simon toma a palavra e começa a discursar: “Irmãos, precisamos nos unir e nos focar naquilo que deve ser nosso único interesse: o combate à Wyrm. Os sinais tem se repetido e confirmado o que temos pensado, que o Apocalipse está sob nós. Estes são tempos de guerra, talvez a última grande guerra que muitos de nós lutarão e não devemos nos perder em outros problemas que não o único que realmente importa.” O discurso dele tem um tom nitidamente panfletário, mas o fato é que muito do que ele está falando encontra espaço em meio a boa parte dos Garou da seita. Por fim, Simon convida Peter e Kevin ao centro da assembléia e pede-lhes que recotem a história da captura de Jerrick, pois “a sociedade Garou precisa conhecer e reconhecer os feitos de vocês”.

Peter lidera a fala a maior parte do tempo e recorta a história de uma forma que agrada a todos os presentes, resultando em um grande ganho de respeito e reconhecimento pelos demais membros da seita. Simon, percebendo a aprovação, reitera que os apoiou em todo o tempo e pede aos guardiões que tragam Jerrick ao centro da assembléia e, uma vez que ele é trazido, convida Peter e Kevin a interrogá-lo.

Jerrick encontra-se desamarrado e coopera com o interrogatório. Conta que todos os ataques que foram realizados aos Garou por ele e seu bando foram orquestrados em conjunto com o Walter Foss, o kinfolk que o ajudou. Há alguma dúvida a respeito de Walter saber a respeito dos últimos 2 ataques e não ter deixado isso claro. Durante o interrogatório vocês percebem que Jerrick na verdade é um ghoul, alimentando-se há mais de 300 anos do sangue de um vampiro que vive em Nova York. As mortes dos Garou foram ordenadas por ele para dois fins: extrair o sangue deles para consumo do lorde vampiro e entregar suas peles para o Skinner.

O Skinner é uma lenda urbana entre os Garou. Reza a mesma que ele era um kinfolk dos Children of Gaia que, desgostoso com o fato de nunca ter sofrido a Primeira Mudança, transformou-se em um caçador de lobisomens, tendo matado vários. Ele utilizaria o Ritual do Sacred Rebirth, que demanda a pele de cinco lobisomens para a confecção de um fetiche que permitiria seu renascimento sob a forma de um Garou. Ninguém sabe se o Skinner algum dia existiu ou se se trata de uma mera lenda. Aparentemente, pelo que Jerrick lhes contou, parece que tudo é verdade!

Ao fim do interrogatório, Peter e Kevin retiraram-se, Simon assumiu a palavra e determinou o julgamento de Jerrick, que seria a morte. Assim sendo, convidou Ana Kliminski para realizar a execução. Ana aproximou-se de Jerrick e olhou-o de cima abaixo, e virou-se na direção de Peter e Kevin: “Vocês tiveram a capacidade de capturá-lo e trazê-lo até aqui, agora devem ter a capacidade de terminar o que começaram. Façam as honras.”

Embora Jerrick parecesse ser muito mais forte que ambos, a luta transcorreu sem grandes dificuldades. Peter e Kevin sofreram ferimentos leves, mas acabaram com ele em poucos golpes. Ao final da batalha a seita urrou de felicidade e em apoio aos guerreiros. Mais uma vez, aproveitando o bom momento de vocês, Simon aproveitou a deixa para aparecer ao lado dos vencedores. Ana Kliminski encontrava-se visivelmente irritada com tudo.

As demais etapas da moot ocorreram sem problemas. Ao fim vocês descansaram e, no dia seguinte, conseguiram conversar novamente com Simon, que lhes pediu máxima dedicação a tentar resolver os problemas com o suposto vampiro mestre do Jerrick e com o Skinner. Além disso, a impressão dele é a seita precisa dar alguma solução para o problema do Walter Foss logo, pois isso está chegando perto do insustentável, principalmente pela piora da relação dos Get of Fenris com os líderes da seita.

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Interlúdio - Todos 2

A Sept of the Green está sem uma liderança muito clara neste momento. O Conselho de Anciãos, formado pela Mother Larissa, Pearl River e pelo King Albrecht, está totalmente desfalcado.

A Mother Larissa pelos motivos que todos conhecem muito bem. King Albrecht está em uma missão pessoal na Rússia, pátria-mãe de sua tribo, para unificar os Silver Fangs após ter conseguido recuperar a Silver Crown na Umbra. Pearl River é uma das grandes líderes dos Children of Gaia e está se dividindo entre a Sept of the Green e suas múltiplas funções como embaixadora da tribo e pacificadora de conflitos. Nestes dias em que o Apocalipse parece próximo, ela tem ficado muito tempo fora do caern. Neste momento encontra-se em São Francisco, para uma Great Moot dos Children of Gaia.

Teoricamente, o posto de líder da seita cairia para o Warder, Ana Kliminski, porém ela é uma Garou de temperamento difícil e de uma tribo pouco representada na região. Além disso, a Warder e o Wyrmfoe, ambos da mesma tribo, tem interpretado os sinais recentes como um chamado às armas, devotando integralmente sua ação à coordenação de ações anti-Wyrm. Eles mesmos tem se envolvido em diversas missões com este intuito, deixando o controle da seita um pouco mais frouxo. Simon Gentle é um Garou de relacionamento fácil, com uma posição destacada na seita e com grande ascendência dentro de sua tribo e sobre os Bone Gnawers. Muitos acreditam que ele seria o sucessor natural da Mother Larissa, mas os Bone Gnawers, ainda numerosos, parecem não gostar muito da idéia. Simon, no entanto, deseja esta posição e tem feito tudo (certo e errado), para que as coisas se mantenham assim. Para os Glass Walkers seria um grande ganho assumir o controle dentro da principal cidade da costa leste dos EUA.

Uma posição que está listada, porém que não tem ninguém designado é a de guardião do caern. Os guardiões se alternam ao longo do tempo, não havendo um grupo de pessoas que seja devotado exclusivamente a esta função. Os responsáveis por isto tem sido os mais jovens, sendo que, por exemplo, na aventura que o Eduardo mestrou, ficamos guardando o caern. Durante a regência da Mother Larissa foi dada preferência aos Bone Gnawers, mas com a ascensão de Simon Gentle isso mudou um pouco, ele tem promovido maior alternância entre as tribos e os Garou, visando contemplar a todos com este serviço.

Como percebem, o momento é muito instável para todos, abrindo margem para disputas dentro da Sept of the Green.

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Sessão 05 23/04/2014 - Guilherme (mestre)/Aristides/Eduardo/Léo Costa/Saul

Durante a moot, logo após vocês terem retornado ao caern, vocês notaram que o Cauda Cinzenta entrou em um transe durante alguns minutos. Durante este transe ele percebeu barulhos de explosões, fumaça e sentiu muita dor física e espiritual. Não conseguia saber ao certo onde estava, o que acontecia, mas logo que acordou percebeu estar ferido sem que nenhum combate tivesse acontecido. Vocês perceberam isto, mas não conseguiram ao certo compreender.

Por fim vocês decidiram tentar resgatar o filho do Walter Foss, que era casado com uma outra kinfolk dos Fenris, e que provavelmente era um jovem Garou que ainda não havia sofrido sua primeira mudança. Vocês foram ao apartamento do Foss, encontraram-no completamente revirado, com as coisas jogadas no chão, como se alguém procurasse por algo ali. O Cauda Cinzenta conseguiu perceber cheiro de Wyrm, mas nada que fosse muito fresco e aparentemente recente. Lá vocês encontraram um casaco escolar com o nome Walter Jr. bordado no peito além de uma fotografia da família Foss.

De posse do casaco, Kevin realizou um ritual da pedra caçadora, que apontou em um mapa para a região do Zoológico do Bronx. O Peter já ouvira muito falar do zoológico, sabia inclusive que com a grave crise financeira da cidade, uma parte grande dele havia sido arrendada para a empresa Megadon (por favor atentem para as informações enviadas para vocês anteriormente). Muitas das principais atrações do zoológico haviam sido desativadas, aparentemente uma parte grande dele passava por uma reforma, mas ninguém possuía informações muito precisas a este respeito.

Chegando ao Zoológico, O Cauda Cinzenta notou fortes emanações da Wyrm. Poucas pessoas passeavam e em vários locais vocês notavam Black Hounds circulando armados com suas armaduras e capacetes em forma de cabeça de cachorro. Eles eram perceptivelmente criaturas da Wyrm, mas o dom Scent of the True Form, do Peter, não conseguiu identificar precisamente de que tipo de criatura se tratava. Seguindo a orientação da pedra caçadora, vocês foram até o World of Darkness, uma construção baixa que antes abrigava as criaturas noturnas do zoológico. Ela encontrava-se cercada de tapumes e sendo patrulhada por vários Black Hounds. Vocês foram para a Umbra e conseguiram entrar sem grande dificuldade na construção, descendo por um longo corredor até uma sala na qual, através da membrana, vocês viram o black espiral Jerrick discutindo com um sujeito vestindo um pesado manto e capuz que não permitiam que vocês vissem nenhuma parte do corpo dele. Com muita dificuldade tentaram ouvir o que conversavam, mas o que conseguiram ouvir foi o sujeito de manto dizendo a Jerrick em um tom ameaçador: “isso não é o que combinamos”.

Vocês voltaram um pouco pelo corredor, retornaram da Umbra e se dividiram. Cauda Cinzenta e Nietzsche tentaram se esgueirar para a sala, enquanto Kevin e Peter ficaram para trás, tentando montar uma espécie de armadilha. A tentativa de esgueira foi muito mal sucedida e vocês foram logo percebidos. O sujeito de manto desapareceu em pleno ar, enquanto Jerrick partiu para o ataque.

Logo após o primeiro round do combate, o Cauda Cinzenta novamente entrou em transe, mas dessa segunda vez as visões tornaram-se mais nítidas. Percebeu uma construção asiática, vários Stargazers tombados ao chão, mortos, outros lutando, e um exército de Formoris que facilmente os sobrepujava. Pouco tempo depois, enquanto o combate desenrolava-se, o Cauda Cinzenta caiu ao chão, convulsionando.

Quando o combate se deflagrou e Jerrick partiu para o ataque, logo os Black Hounds chegaram atirando. Peter e Kevin se engajaram no combate, mas interessantemente os Black Hounds, que se revelaram como Formoris, pareciam estar tentando matar o Jerrick. Ele, por fim, tombou inconsciente após alguns golpes e vários tiros.

Vocês todos fugiram para a Umbra, levando consigo o Jerrick, inconsciente pela pancadaria, e o Cauda Cinzenta, que ainda convulsionava. Na Umbra, Kevin manipulou alguns espíritos da Wyld para que aprisionassem Jerrick, enquanto Cauda Cinzenta se recuperava. Ao final vocês decidiram retornar ao caern para recuperarem-se do combate e para que Jerrick fosse interrogado.

Chegando ao caern, Simon Gentle, que parecia ter assumido como o líder interino, procurou-lhes e foi direto ao encontro do Cauda Cinzenta com um abraço. Mal se tocaram, Cauda Cinzenta entrou em novo transe, mas dessa vez tudo ficou claro. Como um fantasma ele pairava em um campo de batalha dentro de um mosteiro budista. Vários Stargazers mortos, Formoris correndo para todos os lados e Black Spiral Dancers desenhando símbolos profanos nas paredes; na Umbra, os ventos umbrais urravam, um nexus crawler rasgava o tecido da realidade e sugava os espíritos da Wyld para dentro de si. Ao lado dele, Winds-running-through-hills, seu antepassado, um Ahroun dos Stargazers, lhe contava o que havia acontecido.

“Meu filho,

Você é a minha 854a encarnação. Desde a primeira vez em que vivi vi muitas coisas, mas entre todas estas, nada se compara ao que acabo de ver, com meus próprios olhos, mas não com o teus.

Era uma fria manhã há alguns diasfizeram-se ouvir o barulho dos helicópteros em meio ao sempre cortante vento dos Himalaias. Logo depois vieram as explosões de bombas de gás. Tão logo nos armamos de nossas Klaives e afiamos nossas garras, já estávamos cercados por um contingente interminável de formoris. Nos atiramos a uma luta desesperada, mas um a um fomos sendo derrubados. Alguns de nós fugiram para a Umbra, na expectativa de que as coisas estivessem mais calmas, porém aqueles que o fizeram se depararam com banes em todos os cantos e, ao longe, um nexus crawler urrando e destruindo tudo, enquanto no mundo físico a neve se manchava com o sangue dos Garou que defendiam nosso caern.

Naquele dia os ventos umbrais uivaram com força, nossos ancestrais choraram lágrimas de sangue em nossos corações e até mesmo a lua se tingiu de vermelho. O monastério de Shigalu, terra mãe de nossa tribo, após anos de batalha contra os exércitos da Wyrm, caíra e, com ele, nossa tribo.

A perda de nossa pátria mãe nos fez enxergar muito longe e, com isso, repensar tudo o que fizemos em nossa existência enquanto tribo. Embora tenhamos cooperado e nos alinhado com os Garou do Sol Poente ao longo dos últimos milênios, os locais sagrados na Ásia foram atacados e corrompidos um a um, de modo que hoje nada mais nos resta. Recebemos pouca ou nenhuma ajuda de nossos irmãos do Sol Poente, mesmo com incontáveis apelos. Perdemos, nessa luta insensata, inúmeras cabeças responsáveis por nossa liderança, fazendo com que nossos números, já pequenos, diminuíssem ainda mais. A única ajuda que tivemos foi de nossos irmãos do Sol Nascente, os hengeyokai, pois somente eles pareciam perceber a magnitude de nossos problemas e a gravidade de nossa situação. A queda de nossa tribo representaria uma ameaça para eles também e perderiam importantes aliados que evitam a todo instante uma nova Guerra da Fúria.

A verdade é que o modo de enxergar o mundo dos Garou do Sol Poente, com a desmedida e furiosa batalha contra a Wyrm, não produziu os efeitos que todos gostariam. Dispender energia vital no combate inútil aprisiona nossas almas em um infindável ciclo de luta. É preciso restaurar o balanço entre a Wyrm, a Wyld e a Weaver. Atacar uma ou outra é como arrancar uma das cabeças de uma hidra. Fomos cegos e não enxergamos a verdade. Nosso inimigo não é a Wyrm, nosso caminho é o do meio.

Uma vez dito isto, meu filho, lhe digo que o momento é de voltarmos nossas atenções ao nosso povo, nos reaproximando dos povos do Sol Nascente, principalmente de nossos kinfolks e dos demais hengeyokai. Embora tenhamos um glorioso passado em comum, a filosofia de vida e os objetivos dos Garou do Sol Poente não são os nossos. Tardamos demais a enxergar isto e o preço que pagamos foi muito alto e talvez tenha custado nossos poucos e mais preciosos bens: o mosteiro de Shingalu e nossos kinfolks, que permitiam a manutenção e renovação de nosso povo e nossas tradições.

O conselho de anciões de nossa tribo consultou nossos ancestrais e a quimera. Decidimos nos unir a nossos irmãos hengeyokai nas Coortes das Bestas da Mãe Esmeralda, para resguardarmos o Gaiadharma e tentarmos de alguma forma restaurar o balanço ao mundo. Sabemos, no entanto, que mais um ciclo vital está próximo de seu fim, mas o fim pertence apenas a nós mortais, uma vez que continuaremos a existir de diferentes formas, assim como eu já estive na África, entre os leões, no mar, entre tubarões, e no deserto, entre camelos, e nas cidades, entre homens. Da mesma forma como se encerrará este ciclo, se iniciará um outro, quando então nós, Stargazers, deveremos estar presentes, mas mais fortes espiritualmente e fisicamente, defendendo os valores que acreditamos e julgamos importantes com palavras, atos e, se preciso, com garras e sangue.

O que o futuro nos reserva nenhum de nós é capaz de saber. Você está livre para procurar seu caminho. Será bem vindo entre nós se assim desejar, mas também lhe daremos todas as bençãos se quiser permanecer com seus companheiros de matilha. Nenhum deles será fácil ou melhor do que o outro, cabe a você decidir."

Assim encerrou-se mais esse capítulo na nossa campanha.

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