Werewolf W20

Sessão 11 11/06/2014 Guilherme (mestre)/Aristides/Eduardo/Léo Costa

Após o ataque sofrido pelo caern pelas forças da Wyrm, todos passaram um longo tempo trabalhando na reconstrução dele. Alguns Garou das matilhas ligadas à seita pereceram no combate, mas felizmente as perdas foram poucas (por favor dêem uma olhada no arquivo que descreve a seita para maiores detalhes). Os espíritos se afastaram da região do caern por temor de novos ataques, mas aos poucos foram se reaproximando.

Durante esse longo período, além das atividades da seita, vocês cuidaram um pouco de seus afazeres na sociedade humana. Peter, enquanto cuidava de seus assuntos na NYU, recebeu várias ligações de um número que não conhecia e, ao procurá-lo na web, descobriu que era o número do PABX de uma paróquia católica que ficava nas proximidades do seu dormitório da faculdade. Ligou de volta e foi informado que o responsável pela paróquia, o Padre Flemming, procurava-o para conversar.

Peter dirigiu-se à paróquia e, lá chegando, teve um pressentimento de que havia algo errado naquele lugar. Foi apresentado ao Padre Flemming, que parecia ser uma pessoa boa. Ele lhe contou que o telefone do Peter havia lhe sido passado por um funcionário do dormitório, pois ele estava procurando alguém que pudesse ajudá-lo a resolver um problema. A paróquia do Padre Flemming administrava um albergue que cuidava de crianças que haviam sido abandonadas pelos pais, na maioria das vezes em virtude de violência ou do vício em drogas. Tudo sempre correra bem, mas há algumas semanas, desde o período das rebeliões nas ruas de Nova York, tudo parecia ter mudado. As crianças estavam mais agressivas, mais arredias e ele estava temendo que em algum boato infundado levantasse dúvida sobre a instituição e a guarda daquelas crianças fosse perdida. O Padre preocupava-se muito a esse respeito e queria que Peter lhe dissesse o que poderia ser feito, do ponto de vista legal, para que isso fosse evitado.

Enquanto o Padre mostrava-lhe o albergue, Peter presenciou uma cena de violência bárbara. Uma das crianças atacara outra brutalmente com um taco de beisebol na quadra onde brincavam. Logo outras se juntaram e começaram a agredir a que estava caída. Peter intervir e conseguiu apartar a briga. O garoto ferido foi levado à enfermaria, enquanto Peter e o Padre Flemming continuavam fazendo um tour pelo albergue. Por fim, Peter comprometeu-se em ajudar, inclusive oferecendo seus serviços voluntários e o de alguns amigos.

Peter contatou Kevin e Cauda Cinzenta e contou-lhes o que havia acontecido. No furgão do Kevin, vocês se dirigiram ao albergue e migraram para a Umbra, logo percebendo que o aspecto umbral do prédio acentuava características opressivas, claustrofóbicas e, o mero estar ali, era causa de desconforto para todos vocês, embora vocês não soubessem ao certo o que acontecia. Cauda Cinzenta conseguiu perceber claramente a presença da Wyrm, mas não sabia exatamente onde, nem do que se tratava. Explorando o lugar da Wyrm, vocês viram que a quadra estava tomada por elementais de fogo e fumaça da Wyrm. Vocês os atacaram e os destruíram, mas ainda assim a influência da Wyrm persistia.

Revirando o lugar do avesso pela Umbra, chegaram a um dos dormitórios onde a presença da Wyrm era mais perceptível e acabaram por identificá-la em um dos garotos que ali dormia, que coincidentemente era o mesmo que atacara o outro com o taco de beisebol. Retornando para o mundo físico, com o intuito de realizar um rito de purificação no garoto, Peter conversou com o Padre Flemming e o convenceu a deixar que levasse o garoto para ser consultado por um psicólogo que conhecia. Enquanto levava o menino ao psicólogo, o garoto contou-lhes de um amigo invisível que o acompanhava. Levaram-no para a casa de Kevin, onde Peter iniciou o ritual de purificação com a ajuda do Cauda Cinzenta. O garoto começou a suar frio, tremer, vomitou e por fim caiu ao chão, convulsionando. Kevin, da Umbra, notou que no local onde estava sendo feito o ritual, começou a surgir uma fumaça que logo transformou em um psicomachie, que o atacou e quase o matou, não fosse por Kevin ter conseguido controlar o espírito e mandá-lo embora de onde estava. Enquanto finalizavam o ritual, Peter e Cauda Cinzenta viram Kevin retornar da Umbra repleto de ferimentos e com um braço quebrado e mutilado, porém ainda vivo.

Após o ritual o garoto despertou sem lembrar-se do que havia acontecido. Vocês levaram-no de volta ao albergue e receberam os agradecimentos do Padre Flemming. O Padre conversava com um outro sacerdote, o Arcebispo Ratzinger. A influência da Wyrm era tão clara que Peter identificou-o como um vampiro sem demora. Teve, inclusive, a impressão de que o Arcebispo era o mesmo vampiro que haviam visto no World of Darkness, quando visitaram o Zoológico do Bronx.

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Sessão 10 04/06/2014 Guilherme (mestre)/Eduardo/Léo Costa

Após os eventos do final da moot e o retorno para o mundo físico, vocês notaram que os Garou estavam todos um pouco assustados e perdidos no centro do caern. Albrecht e Krazinski gritavam palavras de ordem e tentava organizar as ações de todos, evitando que vocês se dispersassem. Por fim, Mari Cabrah, Keeper of the Land (responsável por preservar o espaço físico do caern e suas imediações) da seita, convocou Cauda Cinzenta, Kevin e vários outros jovens Garou, enviando-os para a periferia do Central Park com o objetivo de que entendessem o que estava acontecendo e que fogo era aquele. Peter ficou junto aos outros lobisomens, no centro do caern, enquanto Kevin e Cauda Cinzenta foram deslocados para a região mais ao leste do Central Park, próxima à Quinta Avenida.

À medida em que chegaram mais próximo da Quinta Avenida, Cauda Cinzenta e Kevin notaram que o fogo não vinha exatamente do Central Park, mas de fora dele. Um forte cheiro de fumaça e produtos químicos infestava o ar, sendo que no aspecto umbral daquele cenário, ao longe, Cauda Cinzenta pode enxergar diversos elementais da Wyrm circulando sobre a região das perturbações. Aproximando-se mais, Kevin e Cauda Cinzenta puderam entender melhor o que se passava. Estava ocorrendo uma batalha campal entre a população de Nova York e uma tropa dos Black Dogs em plena Quinta Avenida. Aparentemente os cidadãos protestavam contra as medidas mais recentes do prefeito, mas o que era para ser um protesto pacífico descambou para a guerra civil tão logo os Black Dogs chegaram, abafando todo o protesto com força bruta e ataques com armas que pareciam ser de gás lacrimogêneo, mas que possuíam um cheiro bem mais forte do que este.

Enquanto Kevin e Cauda Cinzenta observavam o acontecimento e tentavam de alguma forma interferir naquela guerra, Cauda Cinzenta ouviu ao longe um uivo de socorro, que parecia vir da porção do central do caern. Prontamente os dois deram meia volta e foram em direção ao local de onde havia sido ouvido o uivo. Mais duas vezes ele cortou o ar. Chegando ao centro do caern, todos os Garou presentes encontravam-se em forma de combate, aguardando uma ameaça que não sabiam ao certo o que era. Na Umbra os ventos eram fortes, os vapores de produtos químicos eram muito intensos e ao longe observavam-se nuvens e uma tempestade armando-se. Mari Cabrah os repreendeu por terem retornado, enquanto suas ordens foram para que ficassem na periferia do parque, mas outros dos filhotes disseram terem ouvido o mesmo ruído. Aparentemente parecia tratar-se de um alarme falso ou de uma armadilha.

Logo vieram os tremores de terra. O chão parecia que iria se abrir. Eles intensificaram-se e, logo depois, várias crateras se abriram em torno do centro do caern, delas saindo mais de 30 thunderwyrms, que partiram para cima dos lobisomens. Vários jovens Garou foram destruídos na batalha contra essas criaturas, que eram monstros gigantescos com mais de 15 metros de comprimento e três metros de largura. Albrecht liderou os mais velhos a ataques poderosos e conseguiram destruir um bom contingente deles, mas enquanto a batalha transcorria, todos notaram que dos buracos de onde os thunderwyrms haviam saído começaram a sair incontáveis javalis corrompidos gigantescos, criaturas chamadas skull pigs, e, em seguida, um grande número de Black Spiral Dancers.

Percebendo que os lobisomens estavam nitidamente sobrepujados numericamente, Albrecht ordenou uma formação em círculo e pediu a todos que recuassem para o centro do caern. Um dos Black Spiral Dancers veio à frente e dirigiu-se a Albrecht enquanto mudava de sua forma de crinos para a hominídea. Tratava-se de Longtooth Soulkiller, um lendário inimigo das forças de Gaia, conhecido por ser um notório destruidor de matilhas. Albrecht e ele haviam se enfrentado no passado, mas Soulkiller escapou no último minuto, sendo salvo por seus colegas de matilha.

Soulkiller disse que não desejava nada com o caern, que poderiam ficar com ele, mas que queria algo que pertencia a eles: Pearl River. Ao ouvir seu nome, Pearl River, que estava protegida pelos Garou, levantou-se vagarosamente e caminhou em direção a Albrecht. Fez um carinho em seu rosto e despediu-se, indo em direção ao Black Spiral Dancer. Soulkiller colocou-a em seu ombro como se fosse um saco de batatas e liderou as forças da Wyrm de volta às crateras de onde haviam saído.

Cauda Cinzenta e Kevin, juntamente com os demais, procuraram ajudar os feridos e recolher os corpos daqueles que haviam perecido no combate. Tão logo as coisas se acalmaram um pouco, Cauda Cinzenta foi meditar para consultar seus antepassados. Conseguiu contatar um Theurge dos Stargazers que vivera havia alguns milênios e que atendia pelo nome de Windchaser. Ele viajara muito através de pontes da lua e conhecera a América antes da chegada dos Garou europeus. Em suas andanças ouviu o conto de Sees-the-Last-Moon, um Uktena que tinha visões sobre o que acreditava ser o Apocalipse. Ele registrou essas visões em um cajado que se perdeu ao longo do tempo e cujo paradeiro encontra-se desconhecido. Segundo as visões desse Uktena, o Apocalipse seria anunciado por três grandes eventos: o surgimento de uma estrela vermelha (a qual ele chamava de Olho da Wyrm), o nascimento de um impuro perfeito e a ausência de nascimento de novos Garou. Segundo ele, quando esses três sinais ocorressem, o Apocalipse teria se iniciado e todos aqueles Garou que fossem lutar a batalha final já teriam nascido.

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Sessão 09 28/05/2014 - Guilherme (mestre)/Aristides/Eduardo/Léo Costa

Ao retornarem ao caern para se recuperarem dos eventos recém passados, cada um de vocês foi cuidar um pouco de seus próprios afazeres. Peter foi à NYU, Kevin foi bisbilhotar a web, enquanto os demais permaneciam envolvidos em atividades de vigilância da seita. Cauda Cinzenta ainda não havia retornado de sua peregrinação ao Oriente. Nesse meio tempo, Kevin descobriu algumas informações a respeito de túneis de metrô abandonados nas imediações do Marco Zero visando identificar possíveis esconderijos dos vampiros, mas não chegou a uma conclusão definitiva. O que imaginava era que provavelmente a tal entrada para esses túneis deveria estar próxima à estação desativada de Cortland Street. Assim sendo, implantou pequenas câmeras de vigilância, mas as mesmas falharam em identificar atividades potencialmente suspeitas.

Simon e Ana Kliminski decidiram agendar uma nova moot para os dias seguintes, para que o que estava acontecendo com Pearl River não se tornasse uma fofoca. Além disso, o Rei Albrecht deveria retornar em breve de sua viagem à Rússia. Evan Heals-the-Past, o Gatekeeper, foi para o norte do Canadá para uma grande moot de sua tribo, os Wendigo. Muitos comentavam a respeito das mudanças que a seita vivia, a instabilidade e perceptivelmente alguns Garou percebiam que aquela era uma oportunidade para que galgassem algumas posições na seita. Pearl River estava visivelmente incapaz de exercer suas funções. Mãe Larissa deixara os Garou para viver na Umbra, consumida pelo harano. Albrecht estava afastado da seita para resolver questões de sua tribo e, além disso, sua posição como último rei Garou, tornava-o requisitado para diversas atividades fora de sua seita e distantes de sua matilha. Algo precisaria ser feito logo para que as coisas continuassem acontecendo.

Peter foi procurado por Ears-Like-Eyes, Truthcatcher da seita, que convidou-o a trabalhar com ele, num claro gesto de que enxergava em Peter uma pessoa conciliadora e capaz de assumir o posto de mediador de disputas num futuro próximo. Com a aceitação de Peter, ele o incumbiu de realizar o moot rite, que daria inicio aos trabalhos daquela assembléia que se realizaria em breve. Percebendo, também, o reconhecimento de Peter pelos demais membros, Ears-Like-Eyes se dispôs a realizar o rite of accomplishment para Peter, que visava reconhecer o seus feitos e permitir sua passagem de posto.

A moot começou e, enquanto Hundo Chunder fazia a abertura do caern, o tecido da realidade se rasgou no meio do círculo formado por todos. Daquele rasgo se ouviam ruídos e gritos de uma batalha que parecia se aproximar de vocês. Todos mudaram-se para suas formas de batalha e, pouco antes de estarem preparados, daquele rasgo caiu um Garou semi-morto que logo se seguiu pelo Rei Albrecht, que apresentava incontáveis ferimentos, uma enorme cicatriz de batalha que decepou uma sua orelha esquerda e o braço esquerdo quebrado. Tão logo os dois lobisomens passaram por aquela fenda, ela se fechou, deixando toda a urgência da batalha em outro plano. Shakey Mac aproximou-se de ambos, realizou um Grandmother’s Touch e curou o que pôde dos ferimentos. A cicatriz de batalha de Albrecht, no entanto, permaneceu. O Garou que o acompanhava era Lord Byeli, famoso Ahroun dos Silver Fangs e que representava a realeza da tribo na Inglaterra.

Tão logo se recuperou, Albrecht contou a todos na seita o que havia se passado com ele e seus irmãos de tribo. Albrecht viajara para a Rússia para tentar uma aliança que unificasse os Garou. A Europa era liderada por Margrave Yuri Konietzko, Theurge dos Shadow Lords, enquanto a Rússia o era pela Princesa Tatyana Tvarivitch. Os dois já haviam encontrado-se anteriormente e fizeram um acordo de cooperação mútua, desta forma unificando o poder no velho continente. Albrecht ainda contara a respeito dos feitos dos russos, que recentemente haviam derrotado a Baba Yaga e destruído um dos três zmei que ainda habitavam a Rússia. Albrecht ficou muito tentado a aceitar o acordo, mas decidiu se reunir com as demais lideranças na América antes de dar sua resposta definitiva. Antes de deixar a Rússia, Albrecht presenciou algo que não sabia o que representava. O lendário caern da Seita da Lua Crescente, casa dos Silver Fangs, possui em seu centro uma grande árvore ancestral, cujo cume parece tocar as nuvens. Enquanto Tatyana e Albrecht conversavam a respeito do acordo, um grande raio atingiu a árvore, jogando vários de seus galhos em chamas ao chão. Os Silver Fangs imaginaram que o caern estava sob algum tipo de ataque, mas não identificaram nenhum agressor. Seus Theurges conversaram com espíritos, tentaram obter alguma informação, mas não sabiam dizer o que se passara. Interpretaram aquilo como um mau presságio. Vendo aquilo, Albrecht decidiu tomar uma moon bridge de volta a Nova York, mas teve sua viagem interrompida, quando a ponte foi destruída. Ele e sua escolta de 14 Silver Fangs foram parar no Pangea, onde lutaram por suas vidas com um sem número de criaturas da Wyrm. Vagaram por vários dias a procura de um caminho, até que Luna lhes mostrou uma saída. Novo combate se deu com as forças da Wyrm e os únicos sobreviventes foram o próprio Albrecht e Byeli.

Albrecht também contara a todos o motivo pelo qual Evan, seu companheiro de matilha, se afastara. Há muitos milênios, muito antes dos Garou europeus migrarem para o Novo Mundo, os Wendigo, os Uktena e os Croatan se uniram para combater as chamadas Garras da Wyrm, que eram espíritos de poder indizível que assolavam o mundo. Vários se perderam nessas batalhas, tendo morrido ou se corrompido. Por fim os Garou conseguiram vencê-los e aprisionaram a última das Garras da Wyrm muitos quilômetros abaixo da superfície em algum lugar das planícies congeladas do norte do Canadá. Os Uktena mantiveram a vigilância sobre essa força durante todos esses anos, mas ela enfim conseguiu alguma forma de escapar. Ninguém sabe ao certo como ela é, como se parece, mas todos sabem que se trata da mais pura personificação dos poderes da Wyrm. Evan viajara pois os Wendigo convocaram-no para que ajudasse a liderar sua tribo contra aquele mal.

As notícias que Albrecht trazia deixaram todos muito preocupados, mas ele lhes pediu que continuassem com os assuntos da assembléia. Peter pediu a palavra e desculpou-se publicamente com os Shadow Lords pelos acontecimentos recentes. Krazinski aceitou suas desculpas, mas ofereceu-lhe a oportunidade de se redimir juntando-se a ele para combater os vampiros quando a oportunidade surgisse. Aproveitando o momento, Ears-Like-Eyes tomou a palavra e elogiou Peter, realizando o rite of accomplishment e convidando-o para um desafio de encaramento para que assim subisse de posto. Peter logrou sucesso e teve seus feitos reconhecidos por todos. Kevin também tentou falar um pouco sobre os feitos de sua matilha, mas dada a rejeição da seita a ele, não conseguiu convencer muita gente.

O Cauda Cinzenta retornou da China enquanto a assembléia acontecia e tão logo teve oportunidade de falar, expôs publicamente o que se passara com os Stargazers. Kevin e Peter mostraram também seu apoio e os demais membros da seita reconheceram a importância disso nesse difícil momento para o Cauda Cinzenta.

Durante o revel, enquanto Krazinski começara a correr entre vocês para que iniciassem a grande caçada, os ventos umbrais começaram a se fortalecer e dos céus começou a chover prata. Pearl River começou a gritar a palavra Anthelios enquanto apontava para o céu em direção a uma grande estrela vermelha que aparecera entre o sol e a Lua. Em seguida houve um grande estrondo e a água do Turtle Pond, antes cristalina, transformou-se em uma água avermelhada, cor de sangue. Pegos de surpresa, os Garou não percebiam de onde vinha aquele ataque. Não conseguindo suportar a chuva de prata, migraram para o mundo físico, onde perceberam que a parte mais externa do Central Park encontrava-se em chamas.

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Interlúdio - Todos 3

O clima da seita estava extremamente excitado, pois pela primeira vez em mais de três meses o Rei Albrecht mandava notícias de que voltaria da Rússia. Niguém sabe ao certo quais foram os reais desfechos de sua viagem até lá e decidiram aguardar seu retorno para saber em primeira mão. A viagem está demorando mais do que seria esperado, pois já deveria ter chegado a Nova York caso viajasse por uma moon bridge. Niguém estava muito preocupado, pois Albrecht era um Garou lendário e viajara com um grupo de 6 outros Silver Fangs que representam o que há de melhor na tribo para garantir sua segurança.

Pearl River, a outra anciã do conselho da seita, também retornara de uma longa peregrinação por vários caerns e seitas nas quais os Children of Gaia se faziam presentes. Ela, no entanto, retornara mudada. Vocês se lembravam dela como uma mulher altiva, muito bonita, na casa dos seus 40 e muitos anos, mas a pessoa que agora chegava ao caern vinha amparada por um impuro Children of Gaia que se apresentava pelo nome de Pinetop. Pearl River envelhecera anos durante aquela viagem, sua musculatura emaciada e as rugas no rosto mostravam isso. Ela mal parecia ser capaz de sustentar o peso do próprio corpo. Olhos minúsculos, mareados, completamente brancos escondiam-se por trás daquelas rugas como pequenas pérolas. Sua voz era quase um suspiro e, para ouvi-la, era preciso quase encostar o ouvido em sua boca. Ela parecia murmurar a mesma coisa sem parar, mas vocês não conseguiam saber o que era…

Pinetop, um Theurge, contou a todos o que acontecera:

Em sua passagem pela a seita Three Rivers, no Missisipi, Pearl River ouviu notícias desconcertantes do lendário Guides-to-Truth, dos Uktena, que comandava a seita. Ele dizia que os ventos umbrais estavam soprando de uma forma diferente e a dança das estrelas estava descompassada. Os espíritos estavam mais arredios do que nunca, recusando-se aos pedidos de todo e qualquer Garou. Mesmo ele, Guides-to-Truth, que gozava de um ótimo relacionamento com diversos deles, não conseguia nada. Ele tentou mudar essa situação com rituais, oferendas e mesmo sacrifícios pessoais, mas nada parecia acontecer. Depois de alguns dias, passou a notar alguns espíritos da Wyrm e da Weaver em locais antes imaculados, templos da Wyld. Os mesmos eram infinitamente mais agressivos do que de costume. As aranhas teciam suas teias loucamente, aprisionando outros espíritos e tentando congelar e petrificar tudo aquilo que estava a seu redor. Ele tentou conter aquele processo de todas as formas, mas de nada adiantou, sendo necessário que fizesse algo que jamais havia feito contra um espírito: atacá-lo com garras e presas. Guides-to-Truth lutou bravamente e eliminou uma grande horda de espíritos da Weaver e da Wyrm, mas era como se eles estivesse aparecendo no vazio, como se para cada um que fosse destruído, outros três aparecessem em seu lugar. Temendo pela saúde do Three Rivers Caern, ele retornou, sendo recebido pelos membros da seita que notaram seus muitos ferimentos e perguntaram o que havia ocorrido. Ele lhes contou os fatos e aquilo foi interpretado como um mau presságio. Pearl River chegara à seita dois dias depois do ocorrido, para encontrar Guides-to-Truth agonizando. Os Theurge agradeceram a Luna por sua chegada, disseram que tentaram todo tipo de dom e ritual que conheciam, mas a doença que o afligia era de uma natureza que nenhum deles conhecia. Pearl River aproximou-se de Guides-to-Truth, colocou suas mãos sobre seu coração e fechou os olhos. Assim permaneceu até que os demais notaram que Guides-to-Truth acabara de dar seu último suspiro. Quando virou-se para eles, todos notaram a mudança que se apoderara dela. Ela havia envelhecido 50 anos em algumas poucas horas. Sua face vigorosa dera lugar a rugas profundas, seus olhos azuis agora eram pequenos olhos esbranquiçados e mareados perdidos no meio das rugas e ela mal parecia ter forças para se segurar. Ela murmurava algo: Anthelios, Anthelios.

Como Pearl River estava muitíssimo debilitada, entraram em contato conosco, os Children of Gaia e eu fui enviado para escoltá-la de volta a Nova York. Temi por sua vida em vários momentos e achei que não fosse conseguir, tive de carregá-la durante a maior parte da viagem. Em condições normais, essa viagem teria durado algumas horas, mas a fizemos em semanas. Durante todo o tempo, ela permaneceu quase catatônica, murmurando a mesma palavra: Anthelios.

Ninguém sabia ao certo o que era o tal Anthelios…

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Interlúdio - Cauda Cinzenta 2

Muitos dias se passaram desde sua chegada ao Purest Resolv Monastery, na China, sendo que boa parte desse tempo você passou na companhia de seus irmãos Stargazers em uma moot. As moots dos Stargazers são muito diferentes daquelas dos demais Garou, pois passam grande tempo em contemplação, meditando, interpretando sonhos e resolvendo enigmas. Dessa forma, durante boa parte desse período você permaneceu meditando.

Após a fala de Antonine Teardrop, você notou que muitos de seus irmãos deixaram o monastério, retornando para suas vidas. Você sabia que aquele era um ato que significava o divórcio litigioso, isto é, eles estavam escolhendo deixar de serem Stargazers. Muitos seriam abraçados por outras tribos, muitos seriam Garous sem tribo (ronins) e uns poucos se corromperiam, como mais tarde você descobriria, mas o fato é que apenas 9 Stargazers permaneceram ao final de mais de uma quinzena de dias de jejum e meditação.

A assembléia se encerrou quando Teardrop levantou-se e saudou um a um os restantes, inclusive você, Cauda Cinzenta. Com lágrimas nos olhos ele os cumprimentou e a cada um disse algo, como se desse a cada um deles uma peça de um quebra-cabeças. Vocês confabularam entre si após a partida de Teardrop e chegaram à conclusão de que ele havia decidido fazer uma jornada espiritual pelo Malfeas. Winds-of-Rain, um dos anciãos, chorou ao perceber isso, pois sabia que se ele fosse corrompido, os Garou não apenas teriam perdido um de seus exemplares mais nobres, mas que a Wyrm ganharia um prodigioso general. Todos sabiam o que essa decisão de Teardrop representaria para aqueles que ainda quisessem usar o nome dos Stargazers, o quanto as demais tribos Garou desconfiariam de vocês. Ao final daquele dia, após o jantar, cada um se recolheu a sua cela para dormir.

Naquela noite, seu sono foi muitíssimo atribulado, pois você recebeu a visita de Flock-of-Silver-Snow, um de seus antepassados que viveu há várias encarnações passadas, ainda na época da Guerra da Fúria, quando os Garou entraram em conflito com os demais shapeshifters, chamados pelos Garou de hengeyokai, pelo controle de Gaia. Ele foi um lendário mestre kailindorani que aprendeu muito de sua arte junto de descendentes do próprio Kai Lin, mas que desenvolveu um estilo único de luta após incorporar manobras ensinadas pelos demais hengeyokai. Sem lhe dizer nenhuma palavra, seu ancestral levou-o para um passeio pelo que parecia uma cordilheira de montanhas. O vento gélido e cortante tornava o simples caminhar extremamente difícil, mas você foi observando Flock-of-Silver-Snow e parecia que ele tentava lhe ensinar alguma coisa. A forma como ele se comportava e o modo como se posicionava faziam com que o vento não fosse um adversário, mas um aliado que o ajudava a seguir adiante. Após muito insistir, você parece que pegou o jeito da coisa e conseguiu se deslocar com mais facilidade.

Após muito caminhar, vocês chegaram a um grande campo de grama verdejante no que parecia ser um pasto. Andando mais um pouco, você notou um curral e, dentro dele, um touro negro de olhos vermelhos. Era uma criatura magnífica, com chifres de prata e a musculatura muito forte. Ao vê-los a criatura começou a bufar e investir contra a cerca. Flock-of-Silver-Snow esperou ele se distanciar um pouco e com um único salto passou por cima da cerca e caiu no meio do curral. O touro, enfurecido, atacou-o, mas ele esquivou-se de seus golpes um a um. Assim permaneceu por horas, até que, por fim, o touro caiu a seus pés, exausto. Com uma reverência a seu adversário, seu ancestral deixou o curral com um novo salto, aterrisando em sua frente. Olhou-o nos olhos e disse: “Não agredir não é o mesmo que não agir”.

Assim você acordou e uma intensa vontade de retornar a Nova York se apossou de você.

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Interlúdio - Peter 4

Quando vocês retornaram ao caern nessa última vez, Peter precisou ir à NYU para resolver alguns problemas pessoais referentes ao curso de direito. Perdera algumas aulas, alguns trabalhos, mas acabou conseguindo contornar esses problemas sem dificuldades. Os professores entendiam que era muito comum um atleta perder essas coisas em virtude dos treinos e jogos. Peter aceitou essa suspeita deles sem muito questionar.

O clima na faculdade, no entanto, era muito estranho, pois parecia deserta. Conversando com alguns alunos, Peter percebeu que muitos haviam se juntado ao movimento Occupy Wall Street, que retomara suas atividades após um longo período para protestar contra as atitudes do prefeito e a privatização inadvertida de boa parte dos serviços públicos. Muitos alunos montaram acampamento na região da Wall Street, protestando durante dia e noite, demandando explicações e mudanças. A Black Dog colocou guardas em toda a imediação, impedindo que eles se espalhassem mais, mas foram vários conflitos e muita gente se machucou. Três estudantes foram brutalmente espancados em uma das ações repressoras da Black Dog e passaram a ser considerados mártires de toda a campanha, tendo seus rostos estampados em cartazes, camisetas e flyers distribuídos em todos os cantos da cidade.

A coisa deteriorou de vez, quando o prefeito T.F. McNeil fez um pronunciamento público em frente à prefeitura. Milhares de pessoas se juntaram para assistir ao mesmo, pois ele mostraria as contas do município e o motivo de suas atitudes. O prefeito iniciou o discurso em tom conciliatório, projetando imagens do que imaginava ser a Nova York do futuro, mas quando iniciou a parte em que falaria das contas, logo que surgiram os primeiros números em um telão ao fundo, os protestos iniciaram-se. Grande parte da população sabia que os mesmos eram dados maquiados e visavam atender a interesses de terceiros. O comício foi interrompido e uma gigantesca batalha campal se iniciou. Civis desarmados foram atacados e revidaram como puderam, mas não eram páreo para as forças da Black Dog. Ao final de duas horas, no que ficou conhecido nos jornais posteriormente como o Massacre de Wall Street, os Black Dogs haviam feito quase 300 prisões, ferido mais de 600 pessoas e matado outras 60. O poder público os defendeu dizendo que a força se justificava por serem menos numerosos e por terem sido encontradas algumas armas de fogo e facas entre os presos. Como resultado disso, o prefeito T.F. McNeil decretou estado de calamidade pública, com um toque de recolher após as 20 horas. Todo e qualquer cidadão que fosse encontrado nas ruas após esse horário seria recolhido pelos Black Dogs a uma das delegacias e, conforme decisão do delegado de plantão, talvez fosse liberado no dia seguinte.

Com o toque de recolher, a criminalidade explodiu na cidade. Todos os dias pela manhã, em diversos locais, lojistas encontravam seus negócios familiares destruídos e saqueados. Pessoas tinham seus carros roubados, suas casas depredadas. Os moradores de rua, acuados pelo toque de recolher, passaram a se albergar em túneis de metrô e esgoto desativados, saindo durante o dia para tentar conseguir o que comer. Uma produtora de eventos chamada Ecstasy começou a organizar raves em vários locais da cidade. Elas iniciavam-se cedo, antes do toque de recolher, e findavam com o raiar do sol. Para aqueles que se cansavam e queriam dormir um pouco, mas não podiam circular em virtude do toque de recolher, haviam quartos que eram alugados a preços módicos. Embora a produtora dissesse que não sabia dessas atividades, a prostituição era lugar comum, bem como o tráfico de drogas dentro de suas festas. Muita gente chegou a especular que os próprios traficantes eram os responsáveis pela produtora.

Em paralelo a isso, após uma fusão bilionária, a Companhia de Gás e Eletricidade de Nova York foi absorvida pelo grupo Pentex. Isso foi motivo de grande debate, pois tratava-se de mais uma privatização de serviços essenciais à população, porém o fato estava consumado e pouco havia a se fazer a esse respeito. A justificativa política era de que isso representaria uma grande desoneração dos cofres públicos e traria algum dinheiro para o caixa. O grande temor da sociedade civil organizada era de que isso levasse a um aumento dos preços da eletricidade e do gás, que são essenciais para manter o aquecimento durante os meses mais frios. Embora isso não tenha ocorrido abertamente, a Companhia de Gás e Eletricidade divulgou boletins públicos informando do esgotamento das fontes energéticas e, com isso, a necessidade de uso racional dos recursos. Assim ficou determinado que todos os moradores da cidade deveriam reduzir seu consumo em pelo menos 50%, sendo que para aqueles que conseguissem haveria uma redução no valor da conta de 75%. Aqueles que ficassem abaixo da meta teriam o valor da conta acrescido em 75%. Para muitos isso poderia representar o corte de gás e eletricidade justamente quando eles eram mais necessários, o inverno.

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Sessão 08 21/05/2014 Guilherme (mestre)/Aristides/Eduardo

Enquanto Kevin e Peter estavam no furgão com a vampira Marla, ela lhes explicou que uma das facções mais poderosas da sociedade dos vampiros, o Sabbat, estava caçando a todos que a ela não pertenciam. Os outros vampiros que conviviam com ela em seu apartamento já haviam sido destruídos e ela era a próxima da lista. Kevin gravou essa conversa em seu celular para ter mais informações sobre os vampiros. Um ghoul dela dirigia o furgão e os levou para a região do Marco Zero de NY por ser uma área muito movimentada e na qual pouco risco vocês correriam.

Quando desceram do carro, andando pela região logo perceberam que ela estava anormalmente vazia para seus padrões usuais. Pouco depois foram alvejados por balas que não sabiam de onde vinham, até que perceberam que alguns dos tiros partiram de uma pequena construção que servia como uma espécie de base operacional para algumas das obras do Marco Zero. Com algumas artimanhas Peter e Kevin tiraram os atiradores lá de dentro e partiram para o combate corpo-a-corpo. Eram 4 vampiros extremamente fortes e rápidos, que lhes atacaram com armas de fogo. 3 deles foram destruídos enquanto um deles fugiu. Eles não perceberam, mas durante o combate, Marla foi alvejada pelos atiradores e morta.

Pouco tempo depois, enquanto Kevin e Peter finalizavam com os vampiros, 4 enormes hellhounds apareceram e atacaram-nos. Eles, na verdade, eram ghouls dos vampiros. Embora fossem adversários rápidos e fortes, não foram páreo para Garous treinados. Durante o combate com os cães, percebeu-se fortes barulhos semelhantes a explosões, que logo depois revelaram-se tratar-se de passos de uma gigante e disforme criatura de mais ou menos 20 metros de altura, composta por vários braços, pernas, bocas e pedaços de gente amalgamados em uma criatura disforme. Novamente tratava-se de uma criatura sobrenatural chamada vohzd, formada pela fusão de pelo menos 100 ghouls. Peter e Kevin atraíram-na para um beco, onde ela ficou entalada, e posteriormente Peter manobrou um carro e atirou-o contra a criatura. Kevin aproveitou-se da manobra do Peter e atirou no tanque de combustível do carro e explodiu-o, mas sem conseguir impingir um dano maior. Depois disso, Peter e Kevin tentaram derrubar um guindaste sobre a criatura, conseguindo mas às custas de um gigantesco sacrifício por parte do Kevin.

Enquanto o combate com o vohzd se desenrolava, notou-se que vários homens observavam tudo de longe, do alto de prédios e gruas. No chão vocês notaram que o vampiro que fugira agora encontrava-se acompanhado de pelo menos duas dezenas de outros vampiros, um dos quais parecia ser aquela pessoa encapuzada que vocês viram conversando com Jerrick no interior do World of Darkness, no zoológico do Bronx. Percebendo o risco da situação, Kevin e Peter migraram para a Umbra, onde logo encontraram os Leech Curbstompers, que chegaram para ajudá-los, ainda que tardiamente. Krazinski sugeriu que todos retornassem ao caern para recobrarem suas forças e recrutar mais gente para um ataque em um segundo momento, uma vez que acreditava que o convil dos vampiros deveria ficar em túneis de metrô desativados nas imediações do Marco Zero.

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Sessão 07 15/05/2014 - Guilherme (mestre)/Aristides/Eduardo

Com a determinação do Simon Gentle de que vocês deveriam dar a máxima atenção ao assunto do Jerrick, seu mestre vampiro e do Skinner, o assassino que estava escalpelando lobisomens, vocês foram atrás dos membros da matilha Leech Curbstompers. Vocês os conheciam brevemente das moots, mas não chegaram a ter uma interação maior com eles até então.

Todos são Shadow Lords e têm como alfa Kurt “Leechbane” Krazinski, um Ahroun de rank 3, que emigrou para os EUA após a guerra do Kosovo, tendo feito um nome para si próprio pela caçada a vampiros no leste europeu e, mais recentemente, em Nova York. Ele é possuidor de um Sun Whip, um lendário fetiche que foi concebido para atacar vampiros. Completam a matilha a Theurge de rank 2 Maria Kliminski, irmã mais nova de Ana Kliminski, e Lorde Rolf Krajzceck, um Ragabash rank 2, conhecido por ser jogador de pôquer que percorre o circuito ilegal da cidade e utiliza os dons sobrenaturais dos lobisomens para se dar bem no jogo. Vocês pegam o telefone do Krajzceck com o Simon, ligam e vão até a casa dele, onde são recebidos pela matilha e Ana Kliminski. A recepção de vocês é cordial, mas fria. Krazinski os saúda com a frase: “Então, o que os garotos do Simon querem conosco?”

Conversando com Krazinski, vocês percebem que eles não tem muitas informações a respeito do que pode estar acontecendo ou sobre esse suposto vampiro, mas imaginam se tratar de um vampiro poderoso e antigo. De qualquer maneira acham que o ideal seria que vocês fossem a um dos hunting grounds dos vampiros para tentar encontrar algum e, assim, extrair alguma informação. Vocês compram a sugestão dele de que Peter deveria ser a isca nessa situação, pois por seu tamanho avantajado constitui uma presa interessante para os sanguessugas.

Vocês todos vão a uma boate e logo descobrem uma bela vampira espreitando o local. Peter se insinua a ela e consegue sua atenção. Ela o convida para irem a um lugar mais agradável fora da boate e o leva. Nesse momento Krazinski, já dentro da boate, os segue a distância, enquanto Kevin tentava hackear o sistema de segurança do local. Na porta da boate havia um carro esperando pela mulher e Peter. Pouco depois dos dois terem saído no carro, Krajzceck chega num outro carro e recolhe Kevin e Krazinski. Vocês rasteiam o carro através do GPS do celular de Peter e seguem-no até um arranha-céus onde uma festa ocorre na cobertura. A mulher e Peter saem do carro e logo entram no prédio e pegam um elevador para irem à cobertura. Durante todo o tempo, Peter e ela permanecem conversando fiado.

O carro dirigido por Krajzceck chega pouco depois e Kevin nota o destino de Peter. Argumenta com os Shadow Lords que o ideal seria que seguissem-no, mas eles acham arriscado demais pelo temor de exporem o véu dentro daquele contexto. Insatisfeito, Kevin utiliza seus dons para manipular dispositivos eletrônicos e consegue ligar para a portaria passando-se como o responsável pela festa autorizando sua própria entrada.

Na cobertura, uma vez mais Peter fica jogando conversa fora com a mulher, que acaba ficando presa em conversas com outras pessoas, dando um breve intervalo para que Peter entre em contato com Kevin via celular, embora pouco consigam conversar. Peter ativa seu dom Scent of the True Form e nota outros três vampiros circulando pela cobertura nas proximidades da mulher, que apresentou-se como Marla. Logo Kevin chega, sem muito estardalhaço, e se mistura aos demais convivas.

Por fim a festa começa a minguar, as pessoas se vão uma a uma, restando na cobertura apenas vocês e os vampiros. Marla os chama para conversar de uma forma excepcionalmente franca, dizendo saber o que vocês são e sabendo que vocês também sabem que tipo de criaturas eles são. Indagando-a a respeito do possível senhor do Jerrick, vocês percebem que eles não tem muitas informações, mas que acreditam se tratar de um vampiro de admiráveis poderes para ter sido capaz de escravizar um lobisomem. Peter costura um acordo de cooperação mútua, pois percebe que os vampiros podem ser úteis fornecendo informações que vocês precisam e que vocês podem ajudá-los a eliminar inimigos deles que sejam também inimigos de vocês. Kevin, nesse momento, menciona informações sobre a matilha de Shadow Lords que ajudara até ali. Tendo sido feito o trato, Marla pede a Peter que a procure em 1 semana na boate onde se encontraram.

Saindo do prédio, vocês notam que Maria Kliminski mostrava algo para Krazinski no celular. Ao vê-los, Krazinski vem em direção de vocês e agride o Kevin com um soco e vociferando palavrões e ofensas: “você tem idéia de quantos preceitos da Litania você colocou em risco?” Os Shadow Lords entram no carro e saem. Pouco tempo depois, Krajzceck ligar para o celular do Peter e pede várias desculpas, convidando-os a ir para a casa dele novamente. Lá chegando, os Shadow Lords estavam reunidos com a Ana Kliminski assistido um vídeo em que o Kevin falava a respeito da matilha deles para os vampiros. Então vocês entenderam que Maria Kliminski, da Umbra, havia filmado a conversa de vocês com os vampiros. Krazinski e Ana Kliminski estão furiosos, mas Krajzceck adota um tom mais conciliador, entendendo que vocês perceberam o tamanho do problema em que se meteram e que aquilo era uma vantagem a favor dos Shadow Lords, visto que vocês fariam qualquer coisa para evitar que isso vazasse para o restante da seita pelo temor de uma severa punição. Novamente Peter costura um novo acordo de cooperação com eles e vocês ficam em uma posição desfavorável, devendo-lhes um favor para que aquele fato seja esquecido.

Saindo da casa do Krajzceck, vocês são seguidos por um furgão. Kevin causa um problema mecânico no carro com o dom Control Simple Machines e vocês se esgueiram até o fundo do carro, abrindo sua porta traseira. Neste momento dão de cara com a Marla novamente, mas dessa vez notam-na toda escoriada e machucada, como se tivesse se envolvido em uma briga. Ela lhes diz: “Entrem pois estamos sendo caçados e vamos precisar de força bruta”. Indagada pelo Kevin a respeito do que está acontecendo, ela apenas lhe diz que isso provavelmente tem relação com o acordo que vocês haviam feito com os vampiros.

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Interlúdio - Kevin 3

Rastreando o dinheiro, você descobre que a Black Dog é uma empresa que usa um artifício contábil muito comum entre grandes corporações. São três pessoas jurídicas interligadas: uma que tem o pessoal (gerencia o corpo de funcionários), uma tem o patrimônio material (gerencia as propriedades da empresa) e uma terceira que é responsável pelo manejo do fluxo de caixa (entrada e saída de dinheiro). Todos os contratos da empresa são intermediados pelas três pessoas jurídicas, todas sob a égide da Black Dog. A grande vantagem disso é que não é possível saber o que cada uma tem e, em caso de ações judiciais, a grande maioria delas cairá sobre a primeira, que não tem nenhum patrimônio registrado em seu nome. A grana oriunda desses contratos fica sempre na terceira pessoa jurídica da Black Dog, sendo redirecionada para as outras duas para pagamento de pessoal e manutenção/renovação do patrimônio. Nada é ilícito e todas as contas parecem fechar sempre, não desaparecendo grana em ponto nenhum do circuito.

Entre os contratos de maior volume financeiro há alguns com o governo americano (departamento de defesa), que visam serviços variados de segurança para pessoas, instituições e patrimônio, e o já infame contrato com a prefeitura de NY. Reitero que os valores que são movimentados batem, tudo parece ser muito lícito.
Com relação às contas pessoais ligadas à empresa, você tem apenas as contas dos funcionários ligados à segunda pessoa jurídicada da Black Dog. Os maiores montantes são pagos aos diretores e funcionários de alto escalão. Eles utilizam uma política de baixos salários e bônus por resultados em valores muito elevados, de modo que os funcionários todos recebem muito mais por sua produtividade do que pelo trabalho em si.

Como disse aí em cima, toda a operação da Black Dog é muito limpa, sem subterfúgios, não há impressão de que suma grana ou apareça grana. Não há atividades ilegais sendo praticadas às claras. Se algo ilícito está sendo feito, não fica evidente pela análise desses números.

Quando buscando informações a respeito do local de pesquisa onde os presidiários poderiam ser corrompidos, você descobre que os presidiários que participam do programa de reabilitação e reinserção são todos treinados na unidade central da Black Dog, no Pureland Industrial Complex, em Nova Jérsei, que é um complexo pertencente à Pentex. Trata-se de um gigantesco complexo, com dormitórios, restaurantes, campos de treinamento e tudo mais que for necessário para o treinamento de novos guardas. A região é repleta de outras subsidiárias da Pentex com as mais diversas finalidades, desde a produção de pregos até cosméticos. Aparentemente, o complexo tem uma certificação de sustentabilidade, inclusive com preservação de flora e fauna nativas, além de replantio de árvores, além de reciclagem de lixo e tratamento de resíduos industriais. Não há histórico de compras e vendas de produtos químicos que você julgue serem suspeitos.

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Interlúdio - Kevin 2

Kevin consegue hackear os computadores da Black Dog Inc, tendo acesso a várias notas e contratos, mas nada que pareça ilícito ou suspeito a uma primeira olhada. Chama atenção o valor dos contratos, sempre estratosféricos. As doações de campanha que foram feitas para o atual prefeito também foram declaradas e são de montantes altíssimos. Os vínculos da Black Dog com a própria Pentex e suas subsidiárias é nítido, havendo vários contratos celebrados entre elas. Praticamente todas os parques industriais, laboratórios e fábricas ligados à Pentex são protegidos pela Black Dog.

Algo que é muito comum na cultura dessas grandes corporações é que as decisões mais importantes, sobretudo aquelas referentes aos rumos da empresa, não são registradas jamais. Ou seja, não se troca emails, não há memorandos, não há convites para reuniões, não há correspondências, isto é, nada que possa ser guardado para o futuro. Há um velho ditado que diz que um homem é livre apenas em seus pensamentos, mas servo de suas palavras e escravo de seus atos. Fazendo as coisas dessa forma, os empresários asseguram que a verdade seja sempre a que lhes convier.

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