Werewolf W20

Sessão 25 29/01/2015 Guilherme (mestre)/Aristides/Bruno

Após a morte do Rei dos Gurahl, vocês aproximaram-se da boca da caverna e notaram que o horizonte parecia estar congelado, não pelo frio, mas como se a realidade estivesse se cristalizando. Alguns dos presentes acreditavam que aquilo iniciava-se nas regiões mais ao norte daquele lugar e tinham clara relação com o fortalecimento da Weaver. Peter e Ryan deslocaram-se em direção ao local de onde parecia estar vindo todo o problema com o auxílio de um scout dos Gurahl para tentarem entender melhor o que se passava. O mundo cinza escuro e prateado tinha o ar pesado e parecia cheirar a pinheiros, mofo e frio. Nos poucos locais onde a terra não estava coberta de neve, uma pálida névoa cobria o chão.

Após algumas horas de caminhada, vocês se depararam com o que parecia ser uma tempestade de neve, mas havia algo diferente com ela. O limite entre a área afetada pela tempestade e a área não afetada era nítido, parecia que traçou-se uma linha e ambos foram separados. De fora da tempestade vocês puderam perceber que vários raios cortavam os céus e inúmeras criaturas amorfas apareciam e desapareciam em meio aos ventos e à neve. Como que percebendo a presença de vocês, a tempestade eriçou-se e lançou raios contra vocês. Os raios, a bem da verdade, eram elementais da eletricidade que partiam para o ataque. Kevin foi parcialmente dominado pela força da Weaver, perdendo o controle de seu corpo. De alguma forma, Kevin parecia atrair os espíritos da Weaver para si.

Após lutarem e vencerem, vocês puderam entender que aquela era uma horda da Weaver que se dirigia rumo ao sul, rumo ao leito de morte do Rei dos Gurahl. Assim sendo, vocês voltaram em disparada a seu ponto de partida. Chegando à caverna, perceberam que os Gurahl e lobisomens presentes se mobilizavam para iniciar algum tipo de ritual, que Kevin reconhecia como a fase preliminar de um ritual de criação de caern. Percebendo que Kevin poderia estar em perigo e oferecer perigo aos demais por atrair os espíritos da Weaver, Peter e Ryan decidiram fugir dali. Albrecht, refeito, lhes comandou que permanecessem, pois a presença de vocês seria necessária com tudo que pudessem oferecer naquele momento que se aproximava. Em seu entender, não faria diferença Kevin estar ou não presente, as criaturas da Weaver chegariam de qualquer forma e o combate seria inevitável. Por último, antes de encerrar a conversa, Albrecht entregou a Peter um pergaminho selado com o símbolo da dinastia dos Morningkill e dos Silver Fangs. Albrecht lhe pediu que o guardasse e o utilizasse no momento oportuno, que ele saberia reconhecer.

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Sessão 24 18/12/2014 Guilherme (mestre)/Aristides/Eduardo

No dia seguinte aos eventos da sessão passada, após todos sentirem-se razoavelmente descansados, os Black Spiral Dancers juntaram-se a seu grupo na marcha que se iniciou de forma dura e prolongada. Os scouts dos Wendigo iam adiante e atrás vinha o grupo principal, composto por Evan, vocês, os anciões da Sept of the Green e os lobisomens recém agregados. Após vários quilômetros de marcha no sentido indicado pela presa do último Gurahl, Kills-the-weak, o líder dos Black Spiral Dancers, alertou Evan de que adiante havia perigo em uma floresta. Ele e seu bando, enquanto perdidos na planície gelada, haviam passado pelo local para onde vocês agora rumavam. Foram hostilizados e expulsos dali por lobisomens que guardavam aquela região. Kills-the-weak não sabia a que grupo eles pertenciam, pois certamente não eram Black Spiral Dancers e, embora assemelhassem-se aos Garou de Gaia, não o eram, certamente. O que ele podia se recordar é que eram lobisomens corpulentos e de pelugem branca, um dos quais tinha um porte nobre e seu corpo era coberto por glifos azulados.

O caminho adiante passava por um enorme vale coroado por colinas por onde vocês chegaram e tinham uma vista privilegiada. No sopé das colinas, vocês observavam uma densa floresta de coníferas que se encerrava às margens de um grande lago congelado no centro do vale. Um pequeno riacho congelado parecia trazer água ao lago e, dele, também partia outro pequeno riacho, também congelado. Kevin realizou um ritual de convocação e trouxe o espírito de um alce que habitava a floresta. Ele esclareceu algumas de suas dúvidas a respeito da natureza daqueles ocupantes, que pareciam-se com os Garou em sua aparência, mas também em seus hábitos, porém os espíritos também não sabiam explicar-lhe a que facção podiam pertencer.

Cautelosamente, vocês desceram as colinas em direção à floresta, deparando-se com o objeto abaixo:

WH.jpg

Kevin examinou atentamente o objeto e, utilizando seus conhecimentos do oculto, pode reconhecer símbolos que lembravam aqueles dos lendários White Howlers. Preocupado em não ultrapassar o território de outro sem permissão, Peter pediu a Evan para que entoasse o uivo de apresentação. Após fazê-lo recebeu um uivo em resposta dizendo-lhe que permanecesse onde estavam. Pouco após, vários lobos cortaram o caminho as árvores, pareciam sumir e aparecer em um instante. Um deles corria sem tentar esconder-se e, conforme foi aproximando-se do objeto de pedra, mudou forma a forma até a de hominídeo. Em sua forma lupina, aquele Garou possuía a pelagem branca como a neve, mas podiam-se percebe vários glifos de honra e glória em cor levemente azulada brilhando como tatuagens por todo seu corpo. Sua forma hominídea revelava um homem de meia idade, compleição física forte e compacta, mas que possuía os chifres e cascos que ocasionalmente se viam em um impuro. Ele se apresentou como Morag Memory-of-stone, Galliard dos White Howlers, e convidou-os a descer junto ao lago para receberem comida e descansarem.

Vocês foram escoltados por eles e, lá chegando, perceberam que aquilo tudo se tratava de um poderoso caern consagrado ao Alce. Mora lhes contou que ele e sua tribo ocupavam aquele espaço havia muito tempo, desde quando migraram através do oceano até aqui. Não sabiam notícias de seus parentes nas terras distantes e também não pareciam se importar com eles ou com as notícias da sociedade Garou. Ele não parecia saber nada a respeito do que acontecera com os White Howlers ou o que se passava naquele período. Enquanto conversavam com ele, Albrecht foi tomado pelos Theurge daquele grupo e submetido a todo tipo de ritual e dons que visavam restaurar sua condição física.

Morag se interessou pela história do resgate do primeiro caern e lhes contou que os Gurahl viviam em uma região distante, próxima ao oceano. Colocou seu grupo à disposição deles para o que pudesse e ofereceu um dos seus rastreadores como guia para levá-los até os Gurahl. Durante o período em que permaneceram com os White Howlers todos se maravilharam com o conhecimento que se perdeu com aquela tribo e puderam aprender um pouco de seus costumes, dons e rituais.

Após alguns dias, junto do rastreador dos White Howlers, vocês partiram rumo ao abrigo dos Gurahl. Correram por horas a fio durante dois dias, mas parando para descansar durante à noite. Os Gurahl habitavam uma caverna em uma baía gelada. Do ponto onde vocês estavam, puderam notar 4 sentinelas parados na entrada da caverna com armas em punho e, de seu interior, mesmo à distância, conseguiram ouvir urros que pareciam ser de dor. Peter novamente pediu a permissão para aproximar-se e esta foi concedida, mas os sentinelas pareciam estar muito mais preocupados com o que se passava dentro da caverna do que com quem chegava. Os urros pareciam aumentar gradativamente e, pouco após vocês chegarem, três dos sentinelas foram para o interior da caverna. O que permaneceu lhes explicou que o Rei dos Gurahl, Arturus, o rei-urso, estava morrendo. Irredutível, o sentinela não lhes permitiu o acesso à caverna, mas os urros continuaram por mais algum tempo até que, por fim, cessaram, sendo substituídos por uivos por parte dos Gurahl. Neste momento o sentinela duvidou do que se passava e pensou em entrar, mas hesitou, até ser convencido por Kevin de que vocês tomariam conta da entrada. Retornou algum tempo depois com a notícia de que o rei-urso havia falecido. Peter pediu para entrar e prestar suas homenagens e o sentinela aquiesceu.

Ao entrarem, puderam perceber que aquela era uma enorme gruta. O calor ali dentro era enorme, contrastando com o frio do lado de fora. Vários Gurahl ocupavam-na e muitos oravam e realizavam ritos para os espíritos locais enquanto alguns velavam o corpo do rei-urso. Ele encontravam-se sobre uma saliência no solo da gruta que assumia o formato de uma grande mesa. Arturus, o rei-urso, era um urso maciço, enorme, maior do que os outros que estavam na gruta. Tinha seu corpo flagelado por inúmeros ferimentos que vocês acreditavam terem sido obtidos em batalha, o que distava de seu semblante tranquilo. Agindo instintivamente, Peter ativou o fetiche da Presa do Último Gurahl e colocou-o sobre o peito de Arturus. Neste momento o corpo do grande urso começou a brilhar com uma luz amarela leve, que intensificou-se ao longo do tempo até que ele explodiu em uma bola de luz, dissolvendo-se no ar como se nunca tivesse existido. De alguma forma, o Gurahl e o fetiche haviam se integrado àquela caverna por completo.

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Sessão 23 10/12/2014 Guilherme (mestre)/Bruno/Eduardo

Na caverna que servia de esconderijo para Evan e seus scouts dos Wendigo, vocês puderam descansar, comer, beber e, sobretudo, aprender um pouco sobre o que se passava por ali.
Evan lhes contou que há alguns anos, após ele ter saído de Nova York para, junto de seus irmãos Wendigo, rastrear e destruir o Talon da Wyrm, Albrecht mudou radicalmente. Ele adotou uma postura mais beligerante, levando os Garou da Sept of the Green a vários ataques suicidas contra forças da Wyrm. Muitos pereceram nessas batalhas, muitas das quais aconteceram em momentos e de forma inadequada por pura falta de planejamento. A seita rachou-se. Haviam aqueles que apoiavam veementemente Albrecht, sobretudo os mais jovens, que não questionavam sua autoridade e suas deliberações. Os mais velhos percebiam que aquele que lhes falava não era o Albrecht que fora coroado rei anos atrás, mas sim uma versão enfurecida e cega dele. Falava-se que a maldição da loucura que consumiu seu avô, Jacob Morningkill, agora assolava o Rei Albrecht. Infelizmente este não parecia ser um fenômeno isolado. Ouviu-se o boato de que várias seitas estavam se desintegrando e caerns sendo abandonados. Sabia-se que os Stargazers haviam abandonado a sociedade Garou para juntarem-se aos Hengeyokai no oriente, mas agora havia relatos de que outras tribos também haviam desaparecido, entre elas os Get of Fenris, os Children of Gaia e os Silent Striders. Se isso era verdade ou não, ninguém tinha certeza, mas o fato é que ninguém encontrava representantes destas tribos havia meses.

No norte, onde Evan se encontrava, a situação era diferente, mas os tempos também eram difíceis. O Canadá fora vasculhado de fora a fora, todas as pedras reviradas, árvores escaladas, o Talon foi procurado em todos os cantos e não foi encontrado. Soube-se notícias de sua presença em Nova York quando vocês foram atacados, mas os Wendigo e os poucos Uktena que se juntaram a eles estavam longe demais para chegarem a tempo. Até mesmo viajar por pontes da lua parecia arriscado naqueles dias.

No mundo todo ouviam-se relatos de manifestações bizarras da Wyrm. Sítios antes intocados eram corrompidos, ao passo que locais extremamente corrompidos eram deixados de lado. Os ataques dos Formori e Black Spiral Dancers eram incoordenados e levavam a resultados desastrosos para todos os lados. Isso se arrastou por alguns meses, até que um dia foi como se, num passe de mágica, a Wyrm sumisse. Não se encontravam mais seus soldados, os Black Spiral Dancers não eram mais vistos em seus territórios. Aqueles entre os Garou que eram capazes de rastrear a Wyrm pelo seu forte cheiro não mais conseguiam fazê-lo.

Evan não sabia o que acontecera, mas sabia que daquele dia em diante as coisas mudaram. As forças da Wyrm não estavam em lugar algum onde pudessem ser encontradas. As cidades foram aos poucos desaparecendo, como se estivessem se esvaindo. A película desaparecera e o limite entre os mundos físico e espiritual nunca foi tão tênue. A interpretação dos místicos das tribos remanescentes era de que todos estes sinais indicavam a queda da tríade. A Wyrm não mais a compunha, havia sido finalmente enredada na teia que a Weaver tecia loucamente. E a Wyld seria a próxima. O mundo estéril, de planícies vazias, refletia a monotonia estática da Weaver. Acreditavam, ainda, que o enfraquecimento da película era um ominoso sinal de proximidade do Apocalipse, pois o tellurian estava tão fragilizado após a queda da tríade que a própria realidade estava se desfazendo.

Ao ouvir a respeito da busca de vocês, Evan animou-se com a idéia de irem em busca do primeiro caern. As lendas diziam que os Gurahl foram os primeiros shapeshifters a habitar este mundo e, como tal, possuíam uma ligação ancestral com Gaia, muito mais forte do que a que os Garou hoje possuíam. Evan não sabia dizer se este caern estaria ativo, com espíritos ainda ligados a ele, mas valia a pena tentar, pois não havia muito a se perder com a falha. Ele se colocou à disposição, para junto de seus scouts, partirem com vocês em busca do primeiro caern.

Naquela noite todos descansaram, pois no dia seguinte, com o sol mal despontando no horizonte, todos partiriam para a árdua jornada a que se propunham. Os scouts foram na frente, reconhecendo o terreno e os eventuais perigos, enquanto Evan liderava o grupo no qual vocês se encontravam. Albrecht estava em um trenó, sendo puxado por um dos scouts em forma de hispo. Em suas formas lupinas, vocês correram durante horas a fio, percorrendo uma longa distância. A paisagem parecia não mudar jamais, planícies geladas e um horizonte frio. A sensação que tinham era de que estavam rodando em círculos, mas graças ao fetiche da Presa do Último Gurahl vocês puderam seguir o rumo correto.

Quando a noite se aproximava, um dos scouts voltou até o grupo de vocês informando que havia perigo adiante, possivelmente Black Spiral Dancers. Todos se aproximaram com cautela e ao longe, no fundo de um pequeno vale, vocês puderam enxergar uma matilha de Black Spiral Dancers descansando e se refrescando em um córrego. Ryan impressionou-se com o fato de que sua arma, sempre tão sensível em detectar essas criaturas, não havia esquentado em momento algum. Aquilo era excepcional. Vocês não haviam sido percebidos e Evan desejava que isso continuasse dessa forma. Com seus dons, os Wendigo manipularam o vento e geraram a cobertura necessária para que os scouts os cercassem sem serem vistos. Notando que o tempo piorara e sabendo de que aquilo era algo sobrenatural, os Black Spiral Dancers colocaram-se em círculo, um de costas para o outro, preparados para um ataque. Uma vez que os inimigos estavam cercados, os ventos aquietaram-se e Evan desceu o vale com vocês. Ryan se esgueirou sem ser visto para a proximidade do inimigo.

Evan tentou falar com o líder deles, mas o diálogo com aquela criatura foi impossível naquele momento, ele logo partiu para cima de Evan com suas garras, mas felizmente errou o golpe. Ryan e Kevin atiraram contra ele e o acertaram e, quando caiu, vendo que seus aliados estavam sendo massacrados pelos Wendigo, dois já haviam sido mortos, o líder se rendeu, prostrando-se diante de Evan e mostrando-lhe o pescoço. Evan, preso à Litania, não pôde ataca-lo. Restavam agora quatro dos Black Spiral Dancers. Kevin exigiu-lhes que entregassem suas bane klaives e fang daggers e eles o fizeram. Ryan novamente incomodou-se com o fato de não conseguir perceber a Wyrm neles.

O líder dos Black Spiral Dancers lhes disse que havia algum tempo que a Wyrm havia lhes abandonado. Os hives ficaram desertos, seus gifts e fetiches funcionavam de forma errática e nem mesmo as outras criaturas da Wyrm estavam por ali para serem vistas. Há algum tempo não encontrava um formori. Ele perguntou a Evan o que estavam fazendo por ali e, com alguma resistência de Kevin e Ryan, Evan lhe disse a verdade. Ouvindo o que Evan disse, os Black Spiral Dancers ofereceram-se para acompanhá-los na jornada, não havia mais nada para que lutar.

Ryan e Kevin resistiram muito a abrigarem o inimigo em seu grupo, argumentaram com Evan, mas ele foi duro e inflexível em dizer que vocês precisariam de toda e qualquer ajuda que pudessem encontrar. Havia uma antiga profecia que dizia que o Apocalipse seria evitado por um Garou que desobedecesse cada um dos princípios da Litania e talvez esse era o sinal de que a hora era chegada.

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Sessões 21 e 22 20 e 27/11/2014 Guilherme (mestre)/Aristides/Bruno

Peter e Ryan foram deixados em um bairro residencial alguns quilômetros próximo do acampamento. O aspecto dele era mais preservado e menos degradado do que o restante da cidade de Nova York, parecia ter sido apenas abandonado, mas as ruas estavam sujas e as casas abandonadas. Enquanto procuravam pela farmácia, Peter e Ryan foram surpreendidos por um cão vadio e, ao olharem melhor, notaram que uma de suas patas traseiras havia sido substituída por partes mecânicas de modo e semelhança com as do Kevin. Seguiram-no até um posto policial onde encontrava-se um carro semelhante àqueles nos quais os Black Dogs patrulhavam Nova York antes. Duas vozes vinham do interior do posto policial e logo dois homens fortemente armados que pareciam soldados deixaram o posto. Ryan ocultou-se, mas Peter não o fez, indo direto até eles. Ambos foram bastante hostis, indagando-lhes o que faziam tão longe do acampamento. A discussão tornou-se mais e mais acalorada até que partiram para o combate direto. Após algum sacrifício, Peter e Ryan venceram-nos, tomando o carro para que com ele pudessem procurar a farmácia.

Os dois rodaram por alguns minutos até que encontraram a farmácia. Desceram do carro, ocultaram-no em um beco lateral próximo e levaram tudo aquilo que puderam carregar até ele. Enquanto iam esvaziando a farmácia, notaram ao longe a aproximação de dois AT-AT, que pararam em frente à farmácia. Escondidos em seu interior, Peter e Ryan viram seis daqueles soldados descerem e procurarem por eles. Percebendo que a ocultação não levaria a nada, Peter atirou seu Ironhammer em um dos soldados. Após isso ambos, Peter e Ryan, assumiram suas formas de combate e pularam através da vitrine da farmácia, lutando contra os soldados. O combate ia mal para os lobisomens, até que tiveram a idéia de tentarem entrar em um dos AT-AT. Com uma manobra ousada, Peter e Ryan conseguiram evitar os tiros e entraram em um dos grandes robôs. Ryan tomou uma das metralhadoras fixas da máquina e disparou sem clemência contra os soldados, matando-os. Enquanto aprendiam a controlar o robô, Peter e Ryan destruiram um deles, mas ainda tinham o outro de reserva. Pegaram tudo que haviam colocado dentro do carro e montaram no AT-AT e rumaram para o acampamento de onde haviam saído, não sem antes destruírem o sistema de localização dele.

Lá chegando, Peter hasteou um lençol branco em local visível para que todos pudessem ver que estavam em paz. Ao longe puderam ver pessoas se movimentando nas cercanias do campo, armadas e dando o alarme. Quando chegavam mais perto notaram um jipe com seis homens armados vindo em sua direção e parando a uns 50 metros a frente. O líder do acampamento desceu, inicialmente apontando-lhes a arma, mas depois que reconheceu-os baixou-a. Repreendeu-lhes fortemente por terem trazido aquela coisa até aqui, visto que, mesmo sem o GPS, os soldados viriam procurá-lo no acampamento. Peter tentou argumentar, mas estava decidido a deixar o acampamento em companhia dos seus para seguir sua viagem rumo norte. O grupo acampado lhes forneceu provisões para alguns dias, devolveram-lhes as armas e deram adeus.

Peter, Ryan, Krajzeck, Ana e Albrecht seguiram rumo norte no AT-AT. O veículo lhes permitia desempenhar uma velocidade muito maior do que a que teriam sido capazes se fossem andando, cobrindo uma distância enorme em poucas horas. Quanto mais aproximavam-se do norte, mais intenso o frio tornava-se. Chamava-lhes a atenção de que nenhuma cidade parecia ser vista num raio de quilômetros, o que era estranho, considerando-se que a região noroeste dos EUA e a sudeste do Canadá eram extremamente populosas.

Assim foram os primeiros dois dias de viagem, até que o AT-AT deixou de funcionar. Todos desceram e tentaram seguir o caminho a pé, mas isso era difícil diante do frio. Pareciam caminhar por uma planície branca sem fim e as noites e os dias pareciam fundir-se, confundindo-lhes ainda mais. Peter ativou o fetiche da Presa do Último Gurahl e ele lhes apontou a direção do primeiro caern. Ryan, por sua vez, percebendo a situação desesperada em que encontravam-se, recorreu à sua forte ligação com o Uktena, que lhes auxiliou com conselhos e presentes.

Após caminharem por alguns quilômetros, o vento tornou-se forte demais e a neve não lhes permitia enxergar longe. Notaram, então, formas humanardes em meio à neve, paradas como sentinelas há alguma distância deles em um círculo. Uma destas formas aproximou-se deles lentamente e aos poucos suas feições foram se definindo melhor. Era um homem de meia-idade, cabelos começando a ficar grisalhos, que vestia-se com roupas indígenas e apontava-lhe uma lança. Os glifos dos Wendigo estavam por todo seu corpo e Peter reconheceu-o: Evan Heals-the-Past.

Descrente do que via, Evan recusou-se a acreditar em Peter, mas acabou sendo convencido pelas evidências e pelo Ironhammer que Peter herdara de seu mentor. Vendo tratar-se de antigos companheiros de sua seita, convidou-os para irem até o abrigo onde escondiam-se. Em suas formas lupinas, vocês acompanharam Evan e seu grupo de guerreiros por uma longa distância até chegarem a uma caverna. Albercht foi levado por eles para facilitar o deslocamento. Dentro da caverna o clima era menos hostil e vocês puderam descansar e alimentar-se. Peter começou a contar a Evan seus planos de encontrar o primeiro caern com o lendário fetiche dos Uktena…

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Sessão 20 13/11/2014 Guilherme (mestre)/Aristides/Bruno

Após conversarem com Richard, no acampamento, vocês foram explorar um pouco as imediações. Ryan tentou sentir a Wyrm, mas o local (ou aquele tempo) pareciam estar completamente intocados por sua presença, algo em estado tão ou mais primal do que o que perceberam quando vocês viajaram àquele tempo pré-Impergium. Kevin, no entanto, notava que as forças da Weaver eram muito fortes ali, não tanto quanto no Cyber-realm, mas muito mais fortes do que percebera anteriormente. Vocês visitaram o World of Darkness, no Zoológico do Bronx, onde antes estiveram e sabia tratar-se de um covil de criaturas da Wyrm, mas lá também a sensação foi a mesma.

Peter, então, propôs que vocês tentassem procurar a casa do Lord Krajzeck, o Shadow Lord que os recebeu anteriormente. Lá chegando notaram os mesmos sinais de abandono que perceberam em todos os pontos da cidade onde estiveram. As portas e paredes encontravam-se vedadas por tábuas. Vocês forçaram sua entrada e, lá dentro, encontraram o local muito parecido com o que se lembravam, com a diferença de que não estava sendo dada a manutenção necessária. Os móveis e o piso encontravam-se cobertos por uma grossa camada de poeira e em cômodos estavam repletos de teias de aranha. Ryan, explorando a casa, notou um alçapão que parecia levar ao subsolo em um corredor. A alça que se utilizava para abri-lo parecia bem mais limpa do que se observava no restante da casa e vocês inferiam que ele havia sido usado mais recentemente. Abrindo-o viram o subsolo da casa, onde amontoava-se entulho, móveis quebrados, uma desordem que contrastava com o estado relativamente preservado da casa.

Dentro do porão, Ryan teve a nítida sensação de que algo não se encaixava bem naquilo tudo. Observando o local, notou que as sombras pareciam se mover, como se tentassem ocultar algo. Após pensar um pouco, notou que um dos pontos da sala ficava sempre oculto e foi em direção a ele. Mal deu dois passos e um ponto de mira laser apareceu em seu peito. Das sombras surgiu um homem de cabelos negros e barba branca, envelhecido e emagrecido, apontando um rifle na direção de vocês. “O que fazem aqui?”, perguntou. Peter não acreditou em seus olhos a princípio, mas reconhecera o próprio Krajzeck. Peter falou com quem Krajzeck estava se contrapondo, mas ele não acreditou, dizendo que falava de pessoas há muito mortas. Peter lembrou a Krajzeck do segredo que sua matilha e a dos Leech Curbstompers compartilhavam e Krajzeck se convenceu do que Peter lhe dizia, mas afirmou que ele e sua matilha haviam sido dados como mortos após enfrentarem o Talon da Wyrm havia muitos anos.

A partir de então chamou-os para que o acompanhassem através de um outro alçapão, que levava a uma série de túneis de esgoto e metrô, muitos metros abaixo do solo. Após caminharem por algum tempo chegaram a uma ampla galeria, ao centro da qual encontrava-se um esquálido acampamento, constituído por três cabanas com uma fogueira ao centro. De longe vocês distinguiam uma figura feminina que, ao aproximarem-se, notaram tratar-se de Ana Kliminski. Ela não mais lembrava a mulher de antes, pois agora parecia envelhecida, magra, sem a força que um dia a caracterizou. A seu lado, deitado no chão, encontrava-se um homem esquálido, de uns 70 anos, cabelos brancos, de olhos fechados e que murmurava algo incessantemente. A princípio parecia um velho decrépito, mas suas cicatrizes fizeram vocês o reconhecerem: Albrecht.

Ana pediu-lhe que se acomodassem e, oferecendo a pouca comida da qual dispunham, explicou-lhes o que acontecera. Há alguns anos atrás, as forças da Wyrm desapareceram do mundo da noite para o dia. Os Garou não encontravam mais formori, espirais negras e outras criaturas que durante milênios esforçaram-se para destruir Gaia. Ninguém sabe ao certo o que houve, mas uma corrente de Theurges acredita que a Wyrm tenha sido vítima de si mesma, de seu próprio poderio destrutivo. A Weaver, por sua vez, aproveitando o enfraquecimento de um dos membros da tríade, fortaleceu-se enormemente, enredando o pouco que restara da Wyrm em sua teia de loucura. A Wyld não tardaria a cair também. Paralelamente a isso, uma shadow curtain, semelhante a que a Baba Yaga erguera isolando a Rússia do restante do mundo, cercava Nova York. Os humanos encontravam-se acuados e frequentemente eram caçados à noite por criaturas que patrulhavam a cidade. Os Garou foram desaparecendo e, tudo que restara nos EUA era isso que viam. Não se tinha notícias dos demais. A Sept of the Green também colapsara. Ana atribuía isso à loucura que consumiu Albrecht, a mesma que antes antes afetara seu avô Jacob Morningkill.

Durante a conversa, enquanto vocês pensavam juntos formas de tentar sair deste problema, Ana lembrou-se de um fetiche que guardava havia algum tempo, a Presa do Último Gurahl, que Peter anos antes encontrara e devolvera aos Uktena. Ana acreditava que aquele fetiche pudesse guia-los ao Primeiro Caern, onde suas forças poderiam ser recompostas ao ponto de serem capazes de enfrentar o que passavam. Decidiram, então, ir para o Norte, para o Canadá, fugindo de Nova York. Durante os preparativos para partirem, tanto Ana quanto Krajzeck insistiram que Albrecht deveria ser abandonado. Seria um peso morto que atrasaria a jornada e acabaria por atrapalha-los, pois não seria capaz de suportar o clima. Peter e Ryan negaram-se a fazer isso e deixa-lo para trás, assumindo a responsabilidade por leva-lo.

Partindo de seu esconderijo, Ana, Krajzeck, Peter, Ryan e Albrecht seguiram um forte ritmo de marcha, mas sempre à noite escondiam-se onde podiam para que não fossem avistados pelas criaturas que patrulhavam a cidade. Em uma das noites de marcha vocês puderam ver as tais criaturas. Após alguns dias de caminhada, vocês chegaram a um acampamento humano, que ocupava um grande galpão industrial em um bairro afastado de Nova York, próximo aos limites da cidade. Foram recebidos com hostilidade e levados ao líder do acampamento, que mediu-lhes com o olhar, mas lhes ofereceu abrigo e comida caso se dispusessem a fazer algo pelo bem comum. Pediu-lhes que fossem até a cidade buscar remédios em uma farmácia. Vocês seriam levados e buscados, mas a responsabilidade de obter os medicamentos e insumos seria de vocês. Sem ter grande opção, aceitaram.

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Sessão 19 29/10/2014 Guilherme (mestre)/Aristides/Bruno/Eduardo

Peter, Ryan e Kevin encontravam-se cercados pela névoa arroxeada que Cold Crow parecia comandar. Ele estava cercado por criaturas que vocês reconheceram como war wolves, que eram produtos mal sucedidos de experiências da Pentex com material genético de lobisomens capturados. Os war wolves partiram para o ataque, enquanto Cold Crow parecia entoar algum tipo de ritual. A luta não estava sendo fácil. Enquanto batalhavam contra as criaturas, notaram que a névoa começou a mudar suas características. Antes parecia formar um sólido bloco, como uma espuma, mas aos poucos foi mudando sua consistência, tornando-se mais fluida e permeando cada vez mais o espaço onde vocês lutavam com os war wolves. A luta não estava sendo simples, mas ainda assim Ryan conseguiu alvejar Cold Crow. Ao atingi-lo notou que o mesmo parecia comportar-se como um espírito ao invés de uma criatura de carne e osso.

Quando a luta foi aproximando-se de seu fim, Peter, Ryan e Kevin foram cercados pela névoa. O contato dela com a pele deles queimava e sua inalação também tinha o mesmo efeito. Aos poucos ela foi ocupando completamente o espaço onde estavam, de modo que vocês não mais enxergavam nenhum palmo a frente de seus narizes. A sensação que tinham era que vocês haviam sido desconectados da realidade, os sons eram abafados, as sensações atenuadas e vocês não conseguiam enxergar nada. A sensação foi de opressão progressiva e vocês por fim desmaiaram.

Quando acordaram, notaram que estavam no que parecia ser o templo onde estiveram antes, mas seu aspecto era bastante diferente. O chão encontrava-se repleto de sujeira, com uma grossa camada de poeira. As paredes estavam manchadas, vidros quebrados, bem como todo o mobiliário do local. Parecia que havia sido abandonado havia muito tempo. Kevin utilizou seu fetiche e vocês conseguiram descobrir que realmente estavam em Nova York. A velocidade de conexão dele com a web era muito lenta, a obtenção de informações não foi fácil.

Saindo do templo, o aspecto da rua era muito semelhante. A neve cobria as ruas e muitos carros encontravam-se abandonados no meio das largas avenidas da cidade. Os prédios pareciam abandonados, sem manutenção. Em momento algum vocês conseguiram perceber a presença de alguém. Vocês dirigiram-se ao Central Park e por lá o cenário de abandono era semelhante. A vegetação crescia desordenadamente, folhas secas espalhavam-se por todo lado e nenhum sinal de alguém vocês encontravam. Peter pegou uma folha de jornal que encontrava-se perdida por ali e pode ler uma manchete do NYT: “O fim está próximo”. A data era dezembro de 2020! Kevin acessou a web através de seu fetiche e aparentemente Nova York havia sofrido algum tipo de cataclisma algum tempo antes, embora vocês não soubessem exatamente quando.

Enquanto exploravam o Central Park, num ponto onde sabidamente haviam muitos assaltos. Vocês foram alvejados por tiros. Não conseguiram perceber de onde eles surgiram até serem alvejados novamente. Os tiros pareciam vir da copa de uma árvore. Kevin utilizou seu gift Jam Technology para travar a arma e Peter foi até lá. Quando subiu na árvore, Peter encontrou uma criança arredia, assustada, com um rifle na mão. Ele se identificou como Paul e, após vocês lhe explicarem suas intenções, Paul aquiesceu e decidiu levá-los até o acampamento de sua família.

O acampamento não ficava longe de onde estavam e, quando chegaram, puderam perceber algumas pessoas trajando roupas puídas e sujas, emagrecidos e arredios. Eles olhavam-nos de soslaio e pareciam prontos a fugir ou ataca-los a todo momento. Paul levou-os até um homem alto, magro, com olhos profundos e uma barba enorme. Ele tinha uns 40 anos de idade, mas parecia ser bem mais velho. Ele apresentou-se como Richard e, após saber o que estavam fazendo por ali, convidou-os a ficar, mas exigiu que entregassem suas armas. Com alguma relutância, sobretudo pela arma do Ryan, vocês entregaram-nas, mas Kevin exigiu ficar com os pentes de suas pistolas.

Conversando, Richard lhes explicou que ha alguns anos atrás, quando foi concluída a construção do novo prédio da prefeitura, as coisas desandaram. Foram cortados o suprimento de água, eletricidade e, por fim, gás. As pessoas começaram a deixar a cidade e com isso acabaram-se os serviços e a estrutura daquela grande metrópole. Para completar, muitas pessoas desapareceram misteriosamente, ressurgindo como criaturas sedentas de sangue que perambulavam à noite pela cidade.

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Sessao 18 15/10/2014 Guilherme (mestre)/Aristides/Bruno/Eduardo

Após a batalha contra os espíritos da Wyrm, Kevin decidiu permanecer na Umbra para procurar espíritos que pudessem lhe ensinar dons, enquanto Peter e Ryan retornaram ao caern. Lá chegando, Peter foi convocado para um encontro com os anciãos. Eles o saudaram e Albrecht foi direto ao ponto: com a morte em combate de Ears-Like-Eyes o posto de truthcatcher da seita estava vago e, em consenso entre os anciãos, Peter seria o sucessor natural, por ter sido tutorado pelo Garou falecido e por possuir algumas qualidades desejáveis àquela função. Peter a princípio recusou a oferta, mas acabou sendo convencido de que deveria aceitá-la. Os anciãos demonstraram satisfação com o fato e, aparentemente, os demais membros da seita também.

Novamente, em momentos inesperados, Ryan notou que sua arma esquentou. Comentou isso com seus irmãos de matilha e decidiram rastrear entre os membros da seita se haveria algum Black Spiral Dancer infiltrado. Procuraram os poucos presentes, que infelizmente não eram muitos, haja visto que após a recente assembléia, dividiram-se em suas tarefas. Aproximando-se deles, Ryan não notou a arma aquecer-se novamente em nenhuma ocasião. Um dos presentes era Kurt “Leechbane” Krazinski, com quem vocês conversaram brevemente. Ele lhes contara que não estava encontrando vampiros para caçar nos últimos tempos, tendo inclusive mostrado-lhes um rastreador por GPS que parecia ter enlouquecido. Kevin examinou o utensílio e não constatou nenhuma falha mecânica/elétrica, mas era como se houvesse um ruído de fundo que impedisse que o utensílio recebesse a informação corretamente.

Frustrados com o fato de não terem encontrado nada, vocês decidiram obter informações a respeito da Blue Sky. Foram atrás de Jack O’Hara, líder da matilha do Silent Grin, uma matilha de Children of Gaia, conhecida por atuar junto a pessoas carentes. Ele encontrava-se em uma paróquia na região do Queens, onde separava grandes quantidades de mantimentos, roupas e cobertores a serem doados aos mais necessitados. Jack lhes recebeu bem, com enorme cordialidade, mas não tinha informações concretas a respeito da Blue Sky. Ele acreditava que a droga tivesse desaparecido do mercado, mas sabia de alguns relatos de que ela ainda estava sendo vendida. Deu-lhes o nome de um morador de rua que conhecia havia tempos, chamado Barnaby, que vivia em uma das ruas próximas à paróquia. Repassou-lhes o número de celular dele. Kevin tentou rastreá-lo através do GPS, mas novamente este não funcionou, de modo que tiveram que procurá-lo à moda antiga.

Barnaby era um senhor na casa dos 60 anos, negro, com uma enorme barba branca, que vivia em meio a caixas e carrinhos nos quais carregava seus poucos pertences. Ao percebê-los, Barnaby inicialmente temeu que fossem policiais, mas logo se rendeu aos cachorros quentes e cigarros que vocês o ofereceram. Disse-lhes que sabia que a Blue Sky ainda estava sendo vendida, mas agora a preços astronômicos. Os traficantes agora não se mostravam claramente como em outros tempos, mas viviam no entorno do Central Park.

Munidos destas informações vocês se dirigiram até lá. Circularam durante algum tempo na agora desprestigiada região e tudo que encontraram foram moradores de rua, carros e prédios inteiros abandonados. Mais tarde, próximo ao início da noite, notaram a chegada de grupos de missionários da Igreja do Senhor dos Últimos Dias. Eles acolhiam os moradores de rua e convidavam-nos a participar de um de seus cultos em um templo próximo. Diziam-lhes que “a palavra de Deus abriria seus olhos para uma nova realidade”. Desconfiados, vocês resolveram segui-los até o templo. Depararam-se com um enorme anfiteatro, lotado, com um palco ao fundo no qual um pastor pregava com enorme vigor em meio a cantos e preces, música alta e uma cacofonia de sons. O aspecto umbral do local era um grande vale, recoberto por uma névoa baixa, de cor arroxeada, que deixava transparecer veios sobre a terra de coloração verde fluorescente. Observaram o culto por algum tempo, até que chegou o momento de uma espécie de comunhão. Os obreiros postaram-se próximo ao palco e ofereciam aos fiéis, distribuídos em longas filas, pequenos fragmentos do que parecia ser um pedaço de uma hóstia. Peter utilizou seu dom de Scent of the True Form e identificou que nem os obreiros, nem o pastor eram humanos. O Sense Wyrm de Ryan revelou que o lugar estava repleto dela. Neste momento, na Umbra, a névoa parecia aumentar e adensar-se.

Peter decidiu entrar na fila para receber a comunhão, seguindo-se pouco depois de Kevin. Após receber a comunhão, Kevin utilizou seus dons e identificou que havia metanfetamina na composição da hóstia. Os obreiros notaram que Ryan não havia recebido a comunhão e foram atrás dele, levando-o ao palco, onde o Pastor Mark Whalberg lhe daria a comunhão pessoalmente. Para sua surpresa, no palco, o Pastor se dirigiu a Ryan pelo próprio nome, dizendo-lhe que há muito o esperava. A arma de Ryan, a essa altura, parecia pegar fogo. Ryan tentou escapar à comunhão, mas foi cercado pelos obreiros e obrigado a recebê-la.

Vocês notaram que após a ingestão da hóstia, perderam o contato com seu corpo físico. Inicialmente encontravam-se envolvos pela névoa, sem enxergar muito longe, até que por fim vocês se encontraram e permaneceram de costas um para o outro. A densa névoa partiu-se, abrindo um caminho, no qual vocês notaram um forma humanóide, com o corpo em chamas, aproximar-se com várias criaturas com presas e garras ameaçadoras. A arma de Ryan emitia uma chama azulada, fria e muito intensa. A criatura em chamas se dirigiu a vocês e, logo, perceberam que se tratava do Cold Crow. Ele lhes agradeceu por terem libertado-o de seu corpo físico. Kevin, por sua vez, também agradeceu porque ele havia também transformado seu corpo no ser biomecânico de agora.

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Sessão 17 03/10/2014 Guilherme (mestre)/Aristides/Bruno/Eduardo

Kevin, Peter e Ryan retornaram à seita após os eventos que levaram à transformação dos braços de Kevin em tentáculos pelo balefire lançado pelo inimigo Cold Crow. Lá chegando, os anciãos demonstraram grande preocupação com aquela recém adquirida deformidade, mas não sabiam ao certo o que fazer. Shakey Mac foi à Umbra em busca de respostas junto a espíritos poderosos.

Peter notou Ears-Like-Eyes preocupado e foi conversar com ele. O ancião falava em tom de despedida, dizendo que naquela noite, durante a assembléia, deveria fazer uma escolha difícil: entre sua seita e sua tribo. Peter o acompanhou por uma caminhada pela Umbra e Ears-Like-Eyes revelou-lhe um antigo fetiche dos Get of Fenris, um Ironhammer, que escondia na Umbra. Ele, ainda, urgiu Peter para que estivesse preparado para que, caso ele próprio viesse a faltar, o mais jovem assumisse as funções dele junto à seita.

Pouco antes da assembléia, uma ponte de lua foi aberta e os emissários dos Get of Fenris chegaram. Eram cerca de 10 Garou liderados por um guerreiro mais velho, em torno dos 50 anos, trajado em roupas de batalha e com várias cicatrizes visíveis em seu corpo. Aquele era Conn Haunting Snow, um lendário Ahroun dos Fenris, que havia lutado no Golfo contra as forças da Wyrm e dizimado um sem número de Formori e Black Spiral Dancers. Como prêmio por sua atuação naquela época, Conn foi premiado com a liderança da Sept of the Sentinel, um importante caern nas montanhas Adirondack, que protegia o norte do estado de Nova York contra o avanço das forças da Wyrm, muito fortes ao sul dali. Os emissários foram recebidos pelo conselho de anciãos e, embora houvesse cordialidade, o clima era nitidamente hostil.

Enfim era chegada a hora da assembléia. No momento oportuno, Albrecht deu espaço aos Fenris para que pleiteassem o que desejavam. Conn tomou a palavra e exigiu que Walter Foss lhe fosse entregue para que fosse submetido à justiça dos Get of Fenris, tribo da qual era kinfolk. Albrecht se opôs, reiterando sua opinião inicial, mas Conn exigiu que o problema fosse resolvido com um combate. Albrecht sabia que se isso acontecesse, pouco haveria para ser feito, visto que esta era a Litania. Ears-Like-Eyes tomou a palavra, como truthcatcher, e disse que Conn estava certo em exigir o desafio, pois esta era a lei entre os Garou. Ears-Like-Eyes se ofereceu como campeão da seita, o que Conn tomou como uma ofensa, pois se tratava de um velho cego. Irredutível, Ears-Like-Eyes disse-lhe que era tão Get of Fenris quanto ele e que era capaz de lutar como qualquer outro da tribo. Não havia alternativa, o caminho era a luta! Esta, no entanto, durou pouco. Conn era um guerreiro reconhecido e matou o ancião em poucos golpes, finalizando-o com usa própria arma, o Ironhammer. Uma vez encerrada a luta, Albrecht declarou Conn o vencedor do desafio e, contrariado, aceitou entregar Foss à justiça dos Fenris. Peter ficou encarregado de levar os Fenris até a casa de Foss após o término da assembléia.

Após o revel, enquanto descansava, Ryan notou que sua arma novamente esquentou. Circulou por toda a imediação do caern em companhia de Kevin, mas nada encontrou. Eram as pessoas conhecidas e ninguém ou nada suspeito ali havia. Aquele fato ficou sem uma causa conhecida.

Após a assembléia, Shakey Mac retornou com notícias ruins para Kevin. Conversara com vários espíritos, inclusive alguns incarna, mas não sabia o que podia ser feito a respeito de suas mudanças. Tentou utilizar seus dons de cura, mas eles não surtiram efeito. Desesperado, Kevin procurou a ajuda de Simon Gentle. Este lhe disse que pensaria em algo para lhe ajudar e que lhe apoiaria incondicionalmente a despeito do que conseguisse fazer. Kevin, por fim, utilizou seu fetiche para contatar o Admin no ambiente virtual. Ele disse que o problema exigiria soluções radicais e que ele deveria procurar um Glass Walker que há muito vivia no Cyber Realm e atendia pelo nome de Rick Deckard. Ele seria a pessoa mais indicada para resolver o problema de Kevin.

Kevin, Peter e Ryan migraram para a Umbra e, procurando por espíritos da Weaver que pudessem guiá-los, encontraram elementais de metal. Kevin conversou com eles e os espíritos aceitaram ajudá-los se eles cuidassem de alguns elementais da Wyrm que assolavam o local onde viviam. Caminharam rapidamente por pontes da lua até chegarem ao Cyber Realm. Kevin alinhou-se com o reino da Weaver e rapidamente localizou o tal Deckard na matriz daquela realidade. Encontraram-no no que parecia ser uma caverna de paredes de pedaços de metal em um grande ferro velho. Deckard parecia viver em uma grande serralheria/oficina, onde trabalhava em diversos aparelhos mecânicos e eletrônicos o dia todo. Vendo Kevin, disse-lhe que o problema exigiria uma solução muito ortodoxa e que aquilo lhe custaria muito junto a sua tribo e sua seita. Kevin, decidido, aceitou o que quer que ele propusesse. Deitou-se em uma espécie de maca, colocou um capacete que cessou toda a sensibilidade em seu corpo do pescoço para baixo e assistiu a Deckard amputar-lhe os dois braços na altura dos ombros. Duas próteses metálicas foram colocadas em seus lugares e Kevin agora apresentava componentes biomecânicos em seu corpo.

Retornaram à Umbra através do caminho feito pelo espírito que os guiara e chegaram ao local onde o encotraram. Lá estavam vários elementais da Wyrm, contra os quais travaram um árduo combate que terminou com a vitória de vocês.

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Sessão 16 03/09/14 Guilherme (mestre)/Aristides/Bruno/Eduardo

Após Ryan retornar ao caern, ele lhes contou o que havia se passado com ele durante o dia seguinte à festa e um pouco de seu passado.

Cold Crow nasceu como um Theurge dos Uktena e os augúrios levavam a crer que ele seria um dos futuros líderes dos lobisomens nos tempos do apocalipse. Desde jovem, seus sonhos pareciam proféticos e ficara conhecido por sua crença de que o maior mal ao tellurian era a separação que havia entre o plano físico e o espiritual. Isso alimentava a força da Wyld, que por sua vez alimentava a loucura da Wyrm e essas por fim enfraqueciam a Wyld. Ele se embrenhara em diversas quests pela Umbra e através do mundo afora buscando conhecimentos e artefatos que pudessem auxiliá-lo em seu trabalho, mas suas buscas levaram-no perto demais de forças poderosas que acabaram por corrompê-lo. Ele sofreu um ritual da Voz do Chacal, mas não aceitou a punição. Rebelou-se contra sua tribo e sua seita, juntando-se aos Black Spiral Dancers. Cold Crow crescera rapidamente entre sua nova tribo, que não impunha limites para o que ele podia e não podia fazer. Avançou em conhecimento e poder. Foi reconhecido pelos seus pares e temido por seus adversários. Por motivos que poucos sabem aos certo quais foram, Cold Crow juntara-se ao cartel responsável pelo tráfico da Blue Sky.

Em certa ocasião, Ryan e sua parceira investigavam uma denúncia anônima de um assalto ao Museu de Cultura Ameríndia do Novo México. Lá foram emboscados por Cold Crow e seu bando, que ali estavam para roubar um antigo cachimbo dos índios Navajo. Durante a batalha, Ryan viu sua parceira ser alvejada e morta por eles, que acabaram conseguindo fugir com o ítem. Ninguém sabe ao certo se aquele era apenas um cachimbo antigo ou um fetiche perdido. Ryan tentou rastreá-lo, mas não conseguiu. Apenas soube que seu rumo agora era para Nova York, sob ordens dos chefes do cartel.

Ryan teve a impressão de tê-lo avistado durante a confusão nos fundos da festa da Ecstasy. Seguindo seus instintos, Ryan foi até a sede dos Pollos Hermanos em Nova York. Após muito procurar por ali, notou que um caminhão descarregava alguma coisa através de uma tampa de esgoto em um beco lateral ao prédio. Implantou um dispositivo de rastreamento no caminhão e descobriu que ele fazia um trajeto monótono: do cais para cá e de cá para o cais. Ryan abriu a tampa do bueiro e deu de cara com um grande funil que parecia ser o ponto onde o caminhão descarregava algum tipo de substância.

Ryan tentou infiltrar-se no prédio para acessar o subsolo, mas não conseguiu nada. Quando ia se retirando, notou que o motorista do caminhão adentrava no prédio principal por uma porta diferente daquela onde a mercadoria normalmente entrava. Foi até lá, mas esbarrou em uma trava de leitura biométrica que lia a digital do motorista.

Sabendo destes fatos, vocês decidiram infiltrar-se naquele local juntos.

Kevin conseguiu utilizar seus dons e habilidades em computação para destravar a porta e as câmeras de segurança, permitindo a vocês que entrassem no subsolo do complexo da rede de fast food. Explorando o local, vocês chegaram ao que parecia ser um laboratório de processamento de substâncias químicas. Em não encontrando nada, decidiriam migrar para a Umbra. O aspecto umbral do laboratório era completamente diferente. Tratava-se de uma caverna quente, úmida e com forte cheiro de enxofre. Nos locais onde antes haviam enormes tanques metálicos agora haviam poços com lava borbulhante e sobrevoados por grande número de elementais da Wyrm. Vocês perceberam um túnel na parede oposta a onde estavam e notaram barulhos de carrinhos de mão e vozes vindo daquela direção. Dali saíram criaturas humanóides, pequenas, mas extremamente fortes, cujas peles eram recobertas por bolhas e verrugas e tinham barbas e cabelos falhos. Eles empurravam carrinhos contendo pedras que pareciam ser as de Blue Sky e, chegando na borda dos poços, despejavam seu conteúdo ali dentro.

Vocês esgueiraram-se túnel abaixo, chegando a uma grande caverna no centro da qual uma enorme fogueira ardia no que parecia ser um enorme poço. Várias daquelas criaturas observavam um Black Spiral Dancer entoar um ritual que parecia ser uma versão do ritual de criação de fetiche. Ryan identificou-o como o próprio Cold Crow. Logo que vocês foram percebidos, iniciou-se o combate. Kevin levou a pior, por ter sofrido as consequências do gift Balefire, que transformou seus dois braços em tentáculos. Após alguma dificuldade, Peter e Kevin fizeram uma ação conjunta e conseguiram derrubar Cold Crow no interior do poço com um encontrão.

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Sessão 15 27/08/2014 - Guilherme (mestre)/Bruno

Cold Crow nasceu como um Theurge dos Uktena e os augúrios levavam a crer que ele seria um dos futuros líderes dos lobisomens nos tempos do apocalipse. Desde jovem, seus sonhos pareciam proféticos e ficara conhecido por sua crença de que o maior mal ao tellurian era a separação que havia entre o plano físico e o espiritual. Isso alimentava a força da Wyld, que por sua vez alimentava a loucura da Wyrm e essas por fim enfraqueciam a Wyld. Ele se embrenhara em diversas quests pela Umbra e através do mundo afora buscando conhecimentos e artefatos que pudessem auxiliá-lo em seu trabalho, mas suas buscas levaram-no perto demais de forças poderosas que acabaram por corrompê-lo. Ele sofreu um ritual da Voz do Chacal, mas não aceitou a punição. Rebelou-se contra sua tribo e sua seita, juntando-se aos Black Spiral Dancers. Cold Crow crescera rapidamente entre sua nova tribo, que não impunha limites para o que ele podia e não podia fazer. Avançou em conhecimento e poder. Foi reconhecido pelos seus pares e temido por seus adversários. Por motivos que poucos sabem aos certo quais foram, Cold Crow juntara-se ao cartel responsável pelo tráfico da Blue Sky.

Em certa ocasião, Ryan e sua parceira investigavam uma denúncia anônima de um assalto ao Museu de Cultura Ameríndia do Novo México. Lá foram emboscados por Cold Crow e seu bando, que ali estavam para roubar um antigo cachimbo dos índios Navajo. Durante a batalha, Ryan viu sua parceira ser alvejada e morta por eles, que acabaram conseguindo fugir com o ítem. Ninguém sabe ao certo se aquele era apenas um cachimbo antigo ou um fetiche perdido. Ryan tentou rastreá-lo, mas não conseguiu. Apenas soube que seu rumo agora era para Nova York, sob ordens dos chefes do cartel.

Ryan teve a impressão de tê-lo avistado durante a confusão nos fundos da festa da Ecstasy. Seguindo seus instintos, Ryan foi até a sede dos Pollos Hermanos em Nova York. Após muito procurar por ali, notou que um caminhão descarregava alguma coisa através de uma tampa de esgoto em um beco lateral ao prédio. Implantou um dispositivo de rastreamento no caminhão e descobriu que ele fazia um trajeto monótono: do cais para cá e de cá para o cais. Ryan abriu a tampa do bueiro e deu de cara com um grande funil que parecia ser o ponto onde o caminhão descarregava algum tipo de substância.

Ryan tentou infiltrar-se no prédio para acessar o subsolo, mas não conseguiu nada. Quando ia se retirando, notou que o motorista do caminhão adentrava no prédio principal por uma porta diferente daquela onde a mercadoria normalmente entrava. Foi até lá, mas esbarrou em uma trava de leitura biométrica que lia a digital do motorista.

Acabou decidindo voltar ao caern para conversar com os demais membros da matilha a respeito do ocorrido.

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