Werewolf W20

Sessão 24 18/12/2014 Guilherme (mestre)/Aristides/Eduardo

No dia seguinte aos eventos da sessão passada, após todos sentirem-se razoavelmente descansados, os Black Spiral Dancers juntaram-se a seu grupo na marcha que se iniciou de forma dura e prolongada. Os scouts dos Wendigo iam adiante e atrás vinha o grupo principal, composto por Evan, vocês, os anciões da Sept of the Green e os lobisomens recém agregados. Após vários quilômetros de marcha no sentido indicado pela presa do último Gurahl, Kills-the-weak, o líder dos Black Spiral Dancers, alertou Evan de que adiante havia perigo em uma floresta. Ele e seu bando, enquanto perdidos na planície gelada, haviam passado pelo local para onde vocês agora rumavam. Foram hostilizados e expulsos dali por lobisomens que guardavam aquela região. Kills-the-weak não sabia a que grupo eles pertenciam, pois certamente não eram Black Spiral Dancers e, embora assemelhassem-se aos Garou de Gaia, não o eram, certamente. O que ele podia se recordar é que eram lobisomens corpulentos e de pelugem branca, um dos quais tinha um porte nobre e seu corpo era coberto por glifos azulados.

O caminho adiante passava por um enorme vale coroado por colinas por onde vocês chegaram e tinham uma vista privilegiada. No sopé das colinas, vocês observavam uma densa floresta de coníferas que se encerrava às margens de um grande lago congelado no centro do vale. Um pequeno riacho congelado parecia trazer água ao lago e, dele, também partia outro pequeno riacho, também congelado. Kevin realizou um ritual de convocação e trouxe o espírito de um alce que habitava a floresta. Ele esclareceu algumas de suas dúvidas a respeito da natureza daqueles ocupantes, que pareciam-se com os Garou em sua aparência, mas também em seus hábitos, porém os espíritos também não sabiam explicar-lhe a que facção podiam pertencer.

Cautelosamente, vocês desceram as colinas em direção à floresta, deparando-se com o objeto abaixo:

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Kevin examinou atentamente o objeto e, utilizando seus conhecimentos do oculto, pode reconhecer símbolos que lembravam aqueles dos lendários White Howlers. Preocupado em não ultrapassar o território de outro sem permissão, Peter pediu a Evan para que entoasse o uivo de apresentação. Após fazê-lo recebeu um uivo em resposta dizendo-lhe que permanecesse onde estavam. Pouco após, vários lobos cortaram o caminho as árvores, pareciam sumir e aparecer em um instante. Um deles corria sem tentar esconder-se e, conforme foi aproximando-se do objeto de pedra, mudou forma a forma até a de hominídeo. Em sua forma lupina, aquele Garou possuía a pelagem branca como a neve, mas podiam-se percebe vários glifos de honra e glória em cor levemente azulada brilhando como tatuagens por todo seu corpo. Sua forma hominídea revelava um homem de meia idade, compleição física forte e compacta, mas que possuía os chifres e cascos que ocasionalmente se viam em um impuro. Ele se apresentou como Morag Memory-of-stone, Galliard dos White Howlers, e convidou-os a descer junto ao lago para receberem comida e descansarem.

Vocês foram escoltados por eles e, lá chegando, perceberam que aquilo tudo se tratava de um poderoso caern consagrado ao Alce. Mora lhes contou que ele e sua tribo ocupavam aquele espaço havia muito tempo, desde quando migraram através do oceano até aqui. Não sabiam notícias de seus parentes nas terras distantes e também não pareciam se importar com eles ou com as notícias da sociedade Garou. Ele não parecia saber nada a respeito do que acontecera com os White Howlers ou o que se passava naquele período. Enquanto conversavam com ele, Albrecht foi tomado pelos Theurge daquele grupo e submetido a todo tipo de ritual e dons que visavam restaurar sua condição física.

Morag se interessou pela história do resgate do primeiro caern e lhes contou que os Gurahl viviam em uma região distante, próxima ao oceano. Colocou seu grupo à disposição deles para o que pudesse e ofereceu um dos seus rastreadores como guia para levá-los até os Gurahl. Durante o período em que permaneceram com os White Howlers todos se maravilharam com o conhecimento que se perdeu com aquela tribo e puderam aprender um pouco de seus costumes, dons e rituais.

Após alguns dias, junto do rastreador dos White Howlers, vocês partiram rumo ao abrigo dos Gurahl. Correram por horas a fio durante dois dias, mas parando para descansar durante à noite. Os Gurahl habitavam uma caverna em uma baía gelada. Do ponto onde vocês estavam, puderam notar 4 sentinelas parados na entrada da caverna com armas em punho e, de seu interior, mesmo à distância, conseguiram ouvir urros que pareciam ser de dor. Peter novamente pediu a permissão para aproximar-se e esta foi concedida, mas os sentinelas pareciam estar muito mais preocupados com o que se passava dentro da caverna do que com quem chegava. Os urros pareciam aumentar gradativamente e, pouco após vocês chegarem, três dos sentinelas foram para o interior da caverna. O que permaneceu lhes explicou que o Rei dos Gurahl, Arturus, o rei-urso, estava morrendo. Irredutível, o sentinela não lhes permitiu o acesso à caverna, mas os urros continuaram por mais algum tempo até que, por fim, cessaram, sendo substituídos por uivos por parte dos Gurahl. Neste momento o sentinela duvidou do que se passava e pensou em entrar, mas hesitou, até ser convencido por Kevin de que vocês tomariam conta da entrada. Retornou algum tempo depois com a notícia de que o rei-urso havia falecido. Peter pediu para entrar e prestar suas homenagens e o sentinela aquiesceu.

Ao entrarem, puderam perceber que aquela era uma enorme gruta. O calor ali dentro era enorme, contrastando com o frio do lado de fora. Vários Gurahl ocupavam-na e muitos oravam e realizavam ritos para os espíritos locais enquanto alguns velavam o corpo do rei-urso. Ele encontravam-se sobre uma saliência no solo da gruta que assumia o formato de uma grande mesa. Arturus, o rei-urso, era um urso maciço, enorme, maior do que os outros que estavam na gruta. Tinha seu corpo flagelado por inúmeros ferimentos que vocês acreditavam terem sido obtidos em batalha, o que distava de seu semblante tranquilo. Agindo instintivamente, Peter ativou o fetiche da Presa do Último Gurahl e colocou-o sobre o peito de Arturus. Neste momento o corpo do grande urso começou a brilhar com uma luz amarela leve, que intensificou-se ao longo do tempo até que ele explodiu em uma bola de luz, dissolvendo-se no ar como se nunca tivesse existido. De alguma forma, o Gurahl e o fetiche haviam se integrado àquela caverna por completo.

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Guilherme Guilherme

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